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Kostyuk mostra foto após míssil cair perto da casa da família

Kostyuk revela que um míssil caiu a cerca de 100 metros da casa da família em Kiev, antes de estrear em Roland Garros

Marta Kostyuk (Foto: Reprodução)
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  • Marta Kostyuk, nº quinze do mundo, estreou com vitória em Roland Garros e revelou um drama vivido horas antes de entrar em quadra.
  • Pela manhã, recebeu uma imagem que mostrava danos provocados por um míssil que caiu a cerca de cem metros da casa da sua família em Kiev.
  • Na partida contra a espanhola Oksana Selekhmeteva, a ucraniana disse ter dificuldade para controlar as emoções e que o episódio voltou à mente durante o jogo.
  • Disse que não cogitou desistir da estreia e que a família saiu ilesa e fora do hospital.
  • Considerou o episódio um dos três dias mais difíceis desde o início da guerra e comentou que o circuito parece ter dado menos apoio às atletas ucranianas com o tempo.

Marta Kostyuk revelou, em Paris, que passou por um período de enorme comoção antes de entrar em quadra no Aberto de Roland Garros. A ucraniana, napolitando a atual posição 15 do mundo, recebeu pela manhã uma imagem mostrando danos causados por um míssil a cerca de 100 metros da casa de sua família, em Kiev. O episódio ocorreu horas antes de seu início de partida.

Durante o confronto com a espanhola Oksana Selekhmeteva, Kostyuk teve dias de tensão interrompidos pela lembrança do ocorrido. A proximidade do ataque gerou emoções intensas e, segundo a atleta, a situação voltou à memória em momentos decisivos do duelo, especialmente pela proximidade com familiares.

Apesar do susto, a tenista decidiu seguir com a programação e disputar o confronto, já que sua família saiu ilesa e não houve feridos entre parentes. Ela comentou que atuou logo no início do dia para evitar um acúmulo de ansiedade ao longo da jornada.

Impacto emocional e continuidade da competição

A atleta ressaltou que o episódio foi um dos dias mais difíceis desde o início da guerra no país, superado apenas por momentos de maior incerteza no começo do conflito. Kostyuk afirmou que o circuito, com o passar do tempo, parece ter dedicado menos atenção às atletas ucranianas, mas que continua usando sua visibilidade para lembrar o público do horror cotidiano.

Ela reforçou que, apesar do susto, manteve o foco na competição e segue buscando manter o desempenho na temporada de saibro. A ucraniana não detalhou planos futuros, mantendo a neutralidade sobre o tratamento público do tema.

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