- Aryna Sabalenka, líder do ranking mundial, defende que boicotes surgem para melhorar condições de jogadores com ranking mais baixo e que a pauta busca elevar a fatia de receita destinada aos atletas de 15% para 22%.
- Nesta sexta em Paris, as entrevistas coletivas do top 10 tiveram limite de quinze minutos, como símbolo da parcela da receita que vai aos jogadores.
- Sabalenka estreia em Roland Garros contra a espanhola Jessica Bouzas, e repetiu que a luta pela porcentagem é feita de forma respeitosa e não centrada nela, mas nos atletas de menor ranking.
- A tenista também relembrou a final de Roland Garros do ano passado contra Coco Gauff, dizendo que não controlou as emoções e que trabalhou o aspecto mental para evoluir.
- No saibro, foram eliminações precoces em Madri e Roma, com Sabalenka relatando problemas físicos no início da temporada, mas assegurando estar 100% e pronta para competir.
O movimento de atletas top 10 do tênis ganhou nova repercussão nesta sexta-feira em Paris, onde Aryna Sabalenka voltou a falar sobre as reivindicações por uma distribuição maior de premiações no Roland Garros. A líder do ranking disse que a ideia de um boicote surgiu em Roma e visa favorecer especialmente jogadores com ranking mais baixo.
Entrevistas coletivas ocorreram hoje em Paris, com o tempo de fala limitado a 15 minutos para cada jogador do top 10. O cronômetro simbólico representa a fatia de receita destinada aos tenistas, que alguns defendem aumentar de 15% para 22%, equiparando-se a padrões previstos em tours da ATP e da WTA.
Protestos e objetivo de igualdade
Sabalenka ressaltou que o foco é os atletas de ranking mais baixo, que estariam enfrentando dificuldades. Sem mencionar nomes, a bielorrussa reforçou que, como número 1, sente a responsabilidade de lutar por todos os colegas, principalmente os em volta de lesões e a nova geração.
Ela manteve firme a posição sobre o eventual boicote, afirmando que a movimentação deve ocorrer de forma respeitosa e que o objetivo é uma porcentagem mais justa para todos. Aphasou que a pauta não é sobre ela, mas sobre as condições dos demais.
A próxima adversária da líder do ranking em Paris será a espanhola Jessica Bouzas, na estreia do torneio. Sabalenka reconheceu a necessidade de manter o foco na saúde física e mental para competir com consistência.
Desempenho recente e preparo em Saibro
Sabalenka lembrou a derrota para Coco Gauff na final de Roland Garros do ano passado, destacando que emoções descontroladas prejudicaram o desempenho. A jogadora mencionou trabalho intenso para manter a concentração.
A atual ponta do ranking relatou ter desenvolvido a parte mental ao longo dos últimos anos, o que ajudou a elevar seu nível competitivo. Segundo ela, evitar que adversárias notassem o que ocorre na cabeça foi crucial para a evolução.
Antes de Paris, a bielorrussa enfrentou eliminações precoces no saibro europeu, perdendo em Madrid nas quartas e caindo para Sorana Cîrstea em Roma. Ela afirmou estar fisicamente recuperada e pronta para a temporada em quadra vermelha.
Sabalenka acrescentou que a preparação física e a recuperação foram determinantes para chegar em plenitude ao Grand Slam francês. Mesmo com poucos jogos em saibro, ela confia na adaptação à superfície e na manutenção da saúde para avançar no torneio.
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