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GP do Canadá: FIA altera limite das baterias

FIA reduz teto da bateria para seis megajoules nas classificações do GP do Canadá, permitindo maior aceleração nas voltas rápidas

Fernando Alonso no primeiro dia dos testes de pré-temporada da Fórmula 1 no Circuito Internacional do Bahrein, em Sakhir, em 18 de fevereiro de 2026 (Foto: Giuseppe Cacace/AFP)
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  • FIA estabelece teto de energia da bateria em 6 MJ para as sessões de classificação do GP do Canadá, menor valor da temporada 2026.
  • A medida foi confirmada nesta quinta-feira, 21, e busca permitir maior aceleração nas voltas de classificação em Montreal.
  • A mudança faz parte de um pacote para resgatar a sensação tradicional de classificação, diante de críticas de pilotos sobre o gerenciamento de energia.
  • O Circuito Gilles Villeneuve passa a figurar entre as pistas com os menores limites de energia, ao lado de Red Bull Ring e Las Vegas; Monza segue como o traçado com maior consumo.
  • Limites de recarga para o fim de semana: 8,5 MJ em treinos livres e saídas fora da Sprint/corrida; 8 MJ na Sprint e na corrida sem o modo de ultrapassagem ativo, ou 8,5 MJ com o sistema ativo, segundo a FIA.

O regulamento técnico da Fórmula 1 para o GP do Canadá definiu um teto de 6 megajoules (MJ) de energia da bateria para as sessões de classificação. A mudança, confirmada pela FIA nesta quinta-feira, visa reduzir a necessidade de economizar energia nas voltas rápidas em Montreal.

Ao longo de 2026, o regulamento promoveu maior gestão de energia, gerando críticas de pilotos. Verstappen e Norris passaram a reclamar do comportamento dos carros durante as qualificações, especialmente após o GP de Miami.

A FIA detalhou ainda limites de recarga por sessão: 8,5 MJ nos treinos livres e nas voltas de saída fora da Sprint e da corrida principal; 8 MJ na Sprint e no GP sem o modo de ultrapassagem ativo; 8,5 MJ com o modo ativo.

Circuito Gilles Villeneuve entre os mais restritivos

O circuito de Montreal passa a figurar entre as pistas com menor teto energético. O Red Bull Ring e Las Vegas também tiveram limites reduzidos para 2026, enquanto Monza mantém o consumo mais elevado, com apenas 5 MJ disponíveis.

O traçado canadense tem edição assimétrica: a primeira metade oferece frenagens fortes e trechos curtos, favorecendo recuperação de energia. Na curva 13, porém, a desaceleração é dramática, com redução de 306 km/h para 147 km/h em menos de dois segundos.

Após a chicane final, as oportunidades de recarga são limitadas, exigindo planejamento preciso para evitar perda de potência na reta principal. A FIA também disponibilizou um mapa do circuito com quatro zonas de Straight Mode.

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