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Auxílio a motores estreia após GP do Canadá e pode impactar F1 2026

ADUO permite atualizações adicionais a fornecedores com desempenho até dois por cento abaixo do líder, abrindo espaço para mudanças na hierarquia da F1 2026 a partir de Mônaco

Rafael Lopes projeta mudanças na F1 com ADUO, sistema de benefícios a motores deficitários
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  • A FIA estreia o ADUO (Additional Development and Upgrade Opportunities), mecanismo que pode conceder atualizações de motor a fornecedoras com desempenho até 2% abaixo da melhor avaliada.
  • A verificação ocorre em três períodos ao longo da temporada; os resultados vão definir quem recebe melhorias e reajustes no teto de gastos.
  • A primeira oportunidade pode começar a partir do GP de Mônaco, em 7 de junho, caso a fabricante seja elegível após a verificação.
  • As fabricantes que fornecem motores às equipes são: Mercedes, Ferrari, Ford, Audi e Honda, com variações de uso próprio e fornecimento para equipes específicas.
  • A adoção do ADUO pode alterar o equilíbrio de forças na F1 2026, incluindo potenciais benefícios para Ferrari, Audi e Ford (Red Bull), dependendo do desempenho relativo de cada motor.

A Fórmula 1 estreia o ADUO, mecanismo da FIA que pode alterar a ordem de forças entre equipes. A implementação ocorre após o GP do Canadá deste domingo (24), com a primeira aplicação prevista para o GP de Mônaco, em 7 de junho. O objetivo é oferecer oportunidades adicionais de desenvolvimento a fornecedores de motores com desvantagem superior a 2% em relação ao melhor avaliado.

O ADUO funciona por meio de três períodos de avaliação ao longo da temporada 2026. Periodo 1 cobre as corridas 1 a 5, de Austrália até Canadá; Periodo 2, corridas 6 a 11, de Mônaco até Hungria; Periodo 3, corridas 12 a 18, de Holanda até México. Ao final de cada período, a FIA calcula o Índice de Performance para definir quem pode receber melhorias.

Cinco fabricantes fornecem motores para as 11 equipes da Fórmula 1. Mercedes, Ferrari, Ford, Audi e Honda compõem o conjunto, com cada um atendendo a diferentes equipes e regimes de uso. A avaliação técnica leva em conta o motor de combustão interna e a parte elétrica, que compõem a potência total.

O anúncio da elegibilidade depende de ficar pelo menos 2% atrás do melhor desempenho. As melhorias podem incluir mais tempo de testes, atualizações e reajustes no teto de gastos, com implementação a partir da corrida seguinte ao anúncio. A FIA também ampliou o leque para incluir uma nova categoria, destinada a motores com déficit acima de 10%.

Espera-se que a Ferrari, a Ford (para a Red Bull) e a Audi tenham chances de se beneficiar, dependendo dos resultados do Índice de Performance. Frédéric Vasseur, chefe da Ferrari, já descreveu o ADUO como uma oportunidade de reduzir a diferença entre equipes. A Audi, que atua com Gabriel Bortoleto no GP, pode ganhar especialmente ao corrigir deficiências no turbo e na resposta de aceleração.

A análise técnica ressalta que o motor de combustão interna não trabalha isoladamente: a parte elétrica, a aerodinâmica e o chassi também influenciam o desempenho final. Com o ADUO, a ideia é permitir ajustes que deixem o equilíbrio competitivo menos desfavorável para as equipes com desvantagens verificadas.

Há expectativa de que a Ferrari e a Ford voltem a competir de forma mais equilibrada com o uso das atualizações, dependendo da leitura do Índice de Performance após cada período. O anúncio formal e a divulgação dos resultados de cada verificação serão realizados pela FIA, com as atualizações podendo entrar em vigor já na próxima corrida.

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