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Ignorar ciclo menstrual pode prejudicar desempenho de tenistas

Ignorar o ciclo menstrual pode comprometer o rendimento de tenistas; monitorar o ciclo permite ajustar cargas e melhorar desempenho

Foto: Akira Ando/Kinoshita Group Japan Open
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  • O ciclo menstrual pode influenciar o rendimento de tenistas, com sintomas que vão desde cólicas e fadiga até alterações de humor e sono.
  • Não existe regra única: algumas atletas treinam com poucos sintomas, outras enfrentam desconfortos que afetam treino e competição.
  • Fases do ciclo exigem ajustes de treinamento: menstruação (dias 1 a 5) com cargas mais suaves; fase folicular (dias 6 a 13) com maior intensidade; ovulação (aprox. dia 14) para cargas controladas; fase lútea (dias 15 a 28) com possível redução de volume.
  • Monitorar o ciclo com aplicativos e observar padrões ajuda a pegar momentos de mais energia ou maior sensibilidade ao treino.
  • O mapeamento genético esportivo pode auxiliar na individualização de cargas e recuperação, sem garantir desempenho, servindo como ferramenta complementar.

Treinar tenistas do sexo feminino requer atenção a fatores muitas vezes subestimados no esporte. Entre eles, o ciclo menstrual emerge como elemento-chave que pode influenciar rendimento, recuperação e tomada de decisão.

O tema ganha relevância em modalidades de alta demanda física, como o tênis, que exige resistência, potência e foco. Mudanças hormonais podem alterar comportamento, motivação e desempenho, levando treinadores a ajustar o planejamento de treinos para cada atleta.

O texto destaca que não existe regra única: algumas jogadoras apresentam poucos sintomas, enquanto outras convivem com cólicas, fadiga, inchaço, alterações de humor e sono irregular. Tais fatores podem impactar deslocamentos, explosão e concentração durante as partidas.

A abordagem sugerida é a de monitorar o ciclo para personalizar cargas, evitando interpretações equivocadas de queda de rendimento como simples desmotivação. A ideia é tratar o ciclo como ferramenta de treino.

Fases do ciclo e impactos no treino

Durante a fase menstrual (dias 1 a 5), desconforto e fadiga podem reduzir tolerância ao esforço, exigindo ajustes pontuais na intensidade e volume, sem interromper a prática. A fase folicular (dias 6 a 13) costuma trazer mais energia e recuperação, favorecendo treinos mais intensos.

Na ovulação (cerca do 14º dia), pode ocorrer maior disposição física, com atenção para controle de cargas e prevenção de lesões ligamentares em joelhos e tornozelos. Na fase lútea (dias 15 a 28) há relatos de fadiga, retenção de líquidos e instabilidade emocional, o que justifica reduzir levemente o volume ou a intensidade quando necessário.

Ferramentas de monitoramento

Aplicativos como Clue, Flo, Apple Health e Samsung Health ajudam a mapear sintomas, sono e recuperação. Mais importante é criar o hábito de observar padrões para ajustar treinos com base na energia e na resposta física da atleta.

O mapeamento genético esportivo, destacado pela 5º SET – TFI, oferece uma ferramenta complementar para entender individualidades biológicas, como força, recuperação e metabolismo. Não determina desempenho, mas orienta decisões de carga e recuperação.

Conclusões e aplicação prática

Treinar o tênis feminino com foco no ciclo menstrual envolve aumentar a inteligência do planejamento, não reduzir exigência. A adaptação de cargas, recuperação e organização de treinos pode favorecer rendimento e longevidade esportiva.

Para jogadoras amadoras, o conhecimento sobre o corpo ajuda a diminuir inseguranças, melhorar disposição para jogar e tornar a prática mais saudável. A informação e a observação contínua são pilares da melhoria.

Fonte: Eduardo Faria, especialista em treinamento de tenistas e criador da abordagem 5º SET.

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