- No dia 16 de maio é celebrado o Dia do Gari no Brasil, e o Lance! relembra garis que se tornaram atletas profissionais.
- Johnatas Cruz, natural de Minas Gerais, mudou-se para São Paulo aos 12 anos e tornou-se maratonista profissional a partir de 2022, chegando aos Jogos Pan-Americanos com a quarta colocação, o melhor brasileiro na prova.
- Na São Silvestre, Johnatas foi o melhor representante do Brasil por dois anos seguidos: sexto colocado em 2023 e quarto em 2024.
- Fábio Jesus Correia é de Monte Santo, Bahia, e mudou-se para São Paulo em 2019; também se tornou fundista de destaque, conquistando bronze na São Silvestre de 2025 como o melhor brasileiro na prova.
- Fábio aponta dificuldades enfrentadas durante o treino, como a falta de espaços seguros e obstáculos como trânsito e animais, cobrando melhores condições para futuras gerações do atletismo brasileiro.
O Dia do Gari, celebrado em 16 de maio, ganhou novas visões sobre o que nasce das ruas: a fusão entre serviço público de coleta de lixo e a prática de corrida de rua. Dois garis brasileiros, Johnatas Cruz e Fábio Jesus Correia, transformaram o ofício em profissão no esporte, abrindo caminhos para o atletismo brasileiro.
Johnatas Cruz, de São Pedro dos Ferros (MG), migrou para São Paulo aos 12 anos. Aos 18, era frentista e, posteriormente, coletor de lixo na capital. A corrida passou a fazer parte da rotina diária, aliada ao trabalho noturno. A partir de 2022, passou a competir como atleta profissional, priorizando a maratona.
Fábio Jesus Correia nasceu em Monte Santo (BA) e mudou-se para São Paulo em 2019 para trabalhar como coletor de lixo. Deslocava-se duas horas de transporte para treinar após o expediente, mantendo o sonho esportivo. Mesmo com cansaço, consolidou-se como um dos principais fundistas do país.
Trajetória e resultados
Johnatas se destacou ao chegar aos Jogos Pan-Americanos, com a quarta colocação na maratona, sendo o melhor brasileiro na prova. Também teve bom desempenho na São Silvestre, terminando em sexto em 2023 e em quarto em 2024.
Fábio conquistou medalha de bronze na São Silvestre de 2025, sendo o melhor representante do Brasil na prova. Depois do pódio, ressaltou a necessidade de ampliar as condições de treinamento para jovens atletas, destacando obstáculos como locais de treino e infraestrutura inadequada.
Aos poucos, as histórias de Johnatas e Fábio chamaram atenção para as dificuldades enfrentadas por atletas que conciliam trabalho pesado com a prática esportiva de alto nível. Em entrevistas, ambos enfatizaram a importância de apoio institucional para o desenvolvimento do atletismo brasileiro.
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