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Copa do Mundo de 2026 pode ser afetada pelo calor extremo, diz relatório

Calor extremo e umidade elevam risco em mais de vinte jogos da Copa de 2026; cidades como Houston, Dallas e Nova York enfrentam WBGT acima de 26°C

MetLife Stadium in New Jersey will host the final of the 2026 FIFA World Cup. Image courtesy of VisitNewJersey.org.
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  • Análise aponta que calor e umidade perigosos devem ocorrer quase duas vezes mais do que na última edição dos EUA, em 1994, principalmente por mudanças climáticas.
  • Mais de vinte e seis jogos devem ocorrer em condições de estresse térmico; a temperatura de bulbo úmido com globo (WBGT) acima de 26°C é considerada arriscada e acima de 28°C, inadequada para jogos.
  • Áreas metropolitanas com maior risco incluem Houston, Dallas, Kansas City, Atlanta e New York, onde partidas à tarde e no início da noite aumentam a exposição ao calor.
  • A Federação Internacional de Futebol (FIFA) anunciou medidas de proteção, como pausas obrigatórias de hidratação de três minutos em cada tempo, além de horários com descanso entre jogos e bancos climatizados para jogadores.
  • O contexto envolve lições de 2022, quando o Mundial do Qatar foi transferido para novembro e dezembro por causa do calor extremo; autoridades pedem ações rápidas para proteger o esporte diante do aquecimento global.

O Mundial de 2026 pode enfrentar condições de calor extremo para atletas e torcedores. Um estudo conjunto alerta que altas temperaturas e umidade, associadas ao aquecimento global, podem tornar mais arriscadas as partidas programadas para EUA, México e Canadá.

A análise, integrada ao World Weather Attribution, aponta que níveis perigosos de calor são quase o dobro do observado na última edição hospedada pelos EUA, em 1994. Mais de 20 jogos devem ocorrer sob condições de estresse térmico potencialmente elevado.

Segundo o WBGT, índice que considera temperatura, umidade, luz solar, vento e cobertura de nuvem, níveis acima de 26°C já são considerados arriscados, e acima de 28°C, impróprios para a prática. O estudo prevê que 26 jogos atinjam ou superem 26°C durante o torneio.

Entre as regiões de maior risco estão Houston, Dallas, Kansas City, Atlanta e Nova York, onde partidas à tarde e no início da noite coincidirão com o pico de calor e umidade.

Medidas de proteção

A Federação Internacional de Futebol (FIFA) informou ter adotado medidas para proteger jogadores durante o campeonato. Serão efetuados intervalos de hidratação de três minutos no meio de cada tempo, independentemente das condições climáticas. Os cronogramas devem prever, ao menos, três dias de descanso entre jogos.

Além disso, jogadores reservas e o staff contarão com bancos climatizados durante partidas ao ar livre, para reduzir impactos do calor extremo.

Contexto internacional

A preocupação com o calor surge quatro anos após a mudança da Copa do Mundo de 2022, em Qatar, para novembro e dezembro, por temores com temperaturas do deserto. O tema volta a ganhar relevância no calendário mundial do esporte.

O secretário-executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, Simon Stiell, afirmou que é urgente ampliar ações climáticas para proteger o jogo. Ele ressaltou a necessidade de acelerar a transição para energia limpa.

Fonte de apoio técnico e científico envolve o World Weather Attribution, que avalia impactos climáticos em eventos esportivos, e organizações ligadas à previsão do tempo. As informações destacam a importância de medidas preventivas para a segurança de atletas e torcedores.

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