- Zak Brown, CEO da McLaren, enviou à FIA uma carta de seis páginas defendendo o fim da copropriedade de equipes na F1, argumentando que o esporte está em boa saúde financeiramente e não haveria necessidade de ter mais de uma equipe sob a mesma estrutura.
- Brown aponta que o modelo atual de copropriedade é injusto com equipes independentes e cita o exemplo da Red Bull controlar a equipe homônima e a Racing Bulls.
- A carta não cita nomes específicos de fabricantes, mas aborda a preocupação geral com a integridade e justiça esportiva da Fórmula 1, principalmente a médio e longo prazo.
- O texto menciona polêmicas recentes envolvendo alianças entre equipes, incluindo a volta rápida de Daniel Ricciardo com a Racing Bulls no GP de Singapura de 2024, que gerou debates sobre injustiça no campeonato.
- A FIA anunciou, a partir de 2025, que o ponto extra pela volta mais rápida deixará de valer, em resposta à controvérsia citada pelo texto de Brown.
Zak Brown, CEO da McLaren, enviou uma carta de seis páginas à FIA contestando a copropiedade de equipes na Fórmula 1. O documento argumenta que, com a saúde financeira estável do esporte, não há necessidade de um único grupo deter mais de uma equipe.
A carta, obtida pelo Motorsport e pelo The Race, foi redigida após o interesse público de equipes de destaque em partes de ações de outras escuderias, como a Mercedes e Alpine. Brown sustenta que esse modelo é injusto para equipes independentes.
Na prática, a Fórmula 1 já conta com um modelo de copropriedade desde há cerca de duas décadas. A Red Bull controla a equipe homônima e a Racing Bulls, reforçando o desenho atual do grid.
historicamente, há exemplos de copropiedade no passado, com Honda envolvendo a Super Aguri. Brown já havia manifestado posição contrária a esse sistema, mas decidiu tornar o tema público diante das manchetes recentes.
Entre os pontos citados na carta está a preocupação com a integridade esportiva e a justiça do campeonato em médio e longo prazo. O gestor ressalta que mudanças no regulamento exigiram esforço conjunto para avançar, não retroceder.
Como referência de controvérsia recente, Brown menciona a volta rápida de Daniel Ricciardo no GP de Singapura de 2024, quando ele, pela Racing Bulls, garantiu um ponto extra. A FIA resolveu remover esse ponto a partir de 2025.
O material enviado por Brown não cita nomes específicos de equipes, apenas o conceito de copropriedade como prática a ser avaliada. A FIA e autoridades regulatórias devem analisar eventuais impactos no equilíbrio competitivo.
A divulgação do texto ocorre em um momento de apetite de grandes fabricantes em alianças dentro da F1. O jornalismo especializado já aponta que a discussão pode influenciar decisões regulatórias futuras sem, no entanto, indicar desfecho imediato. Sources: Motorsport, The Race.
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