- Lando Norris pediu mais participação dos pilotos na definição das regras da Fórmula 1, alinhado com Lewis Hamilton.
- As queixas principais seguem em três pilares: gestão da bateria, segurança dos pilotos e ultrapassagens artificiais, com a parte elétrica respondendo por cerca de cinquenta por cento da potência.
- A FIA anunciou medidas para reduzir as queixas, sendo uma delas aplicada a partir de 2027.
- Norris afirma que corridas devem permitir que carros andem mais próximos sem depender de manipulações de energia ou peso excessivo.
- A Federação informou que, a partir de 2027, a parcela da potência total proveniente da parte elétrica ficará em quarenta por cento; pilotos veem o regresso a regras mais normais como um objetivo.
Lando Norris pediu mais participação dos pilotos na criação das regras da Fórmula 1, alinhando-se a Lewis Hamilton na cobrança por debates mais abertos sobre o regulamento. O atual campeão já questiona o formato de decisão que envolve FIA, equipes e fornecedores.
O tema ganhou foco após mudanças no regulamento de motores desta temporada, que reduziram a capacidade de recarga da bateria. A alteração tem impacto direto na velocidade, nas ultrapassagens e no equilíbrio entre os carros.
O debate principal envolve a visão dos pilotos sobre o que precisa mudar para que as corridas voltem a ter o tamanho visto nos anos anteriores, com maior participação de quem compete na pista.
Mudanças no foco do debate
Antes do GP de Miami, Hamilton já defendia que os pilotos devem ter voz ativa na decisão das regras. Norris concorda, afirmando a importância de manter o espetáculo com corridas de alta velocidade, não apenas momentos de gestão de energia.
Norris afirmou ao Motorsport que é essencial ouvir os pilotos para que o regulamento preserve a essência das provas. A conversa envolve também o papel da FIA, acionistas da F1, equipes e fornecedores no processo decisório.
Baterias, segurança e ultrapassagens
Entre as críticas dos pilotos estão o gerenciamento da bateria, a segurança dos contendentes e as ultrapassagens artificiais criadas pelo atual regime técnico. O aumento da participação elétrica na potência do carro é apontado como parte da origem desses impactos.
Com a pausa de abril, houve estudos para aprimorar o uso de energia e reduzir técnicas de gestão da bateria. Alguns pilotos viram as mudanças como um passo na direção certa, mas ainda insuficientes para resolver os problemas.
Medidas da FIA e próximos passos
A FIA anunciou que a parcela da potência elétrica no total do carro deve cair para 40% a partir de 2027, medida destinada a reduzir impactos da eletrônica nas disputas. A intenção é tornar as corridas mais previsíveis e competitivas.
Norris disse que ainda há caminho a percorrer para normalizar as regras, considerando o peso de interesses técnicos e financeiros. O piloto destacou a necessidade de um avanço gradual para que as propostas ganhem adesão entre as equipes.
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