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Gesto de Bobadilla em comemoração já provocou expulsão no passado

Arbitragem diverge sobre o gesto de Bobadilla; Daronco não expulsou, e especialistas debatem aplicação de regras e contexto cultural no lance

Jogador polemizou em comemoração (Foto: Marco Galvão /Fotoarena/Folhapress)
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  • O árbitro Anderson Daronco não expulsou o volante Bobadilla após o gesto de comemoração contra o Corinthians, gerando debate sobre a decisão.
  • A repercussão ocorreu nas redes sociais e em programas esportivos; casos parecidos já provocaram polêmica há décadas, com Edmundo e Loco Abreu, e recentemente Allan foi expulso por gesto semelhante com contato.
  • Há opiniões divergentes entre especialistas: alguns defendem que o lance poderia ter sido expulsão, enquanto outros avaliam que não houve cartão vermelho; Daronco afirmou que não houve gesto obsceno e que o árbitro não deveria ter sido chamado pelo VAR.
  • A regra permite advertência ou expulsão por gesto obsceno, conduta ofensiva, provocação ou desrespeito, mas a decisão depende da avaliação de intenção, direção do gesto e impacto no jogo.
  • Ainda há debate sobre influência de contextos culturais (argentinos e uruguaios) na leitura do lance, segundo Alfredo Loebeling.

No clássico entre São Paulo e Corinthians, o volante Bobadilla causou polêmica ao fazer gesto parecido com gestos ofensivos de torcidas. O árbitro Anderson Daronco optou por não expulsar o jogador. O lance ganhou repercussão nas redes e em programas esportivos. A decisão gerou debates entre especialistas.

Nomes históricos do futebol também tiveram celebrações semelhantes há décadas. Edmundo, em 1995, fez um gesto próximo à região íntima em clássico Vasco x Flamengo. Loco Abreu repetiu o movimento em várias comemorações, considerado tradicional em parte da imprensa sul-americana, mas visto de forma mais rígida no Brasil. Allan, do Corinthians, foi expulsos após gesto semelhante, porém houve contato com a área.

A análise de especialistas divide opiniões. Alguns árbitros e analistas defendem que o gesto é passível de expulsão devido ao caráter ofensivo. Outros entendem que o contexto cultural e a ausência de contato podem afastar a necessidade de cartão vermelho. O tema segue em discussão entre profissionais.

O que dizem os especialistas

Renata Ruel, ex-árbitra e comentarista da ESPN, afirmou que, em sua visão, a comemoração de Bobadilla poderia ter sido localizada como infração merecedora de cartão vermelho. Daronco sustenta que não houve infração objetiva, enquanto o contexto cultural foi citado por Alfredo Loebeling para justificar a decisão.

Carlos Eugênio Simon, ex-arbitro, e Anderson Daronco divergem sobre a aplicação. Simon diz que o lance não configuraria expulsão, enquanto Loebeling citou que a simples simulação pode caracterizar conduta obscena, ainda que não haja contato. O VAR não teria recomendado revisão, segundo alguns relatos.

O que diz a regra

As regras permitem advertência ou expulsão em casos de gesto obsceno, conduta ofensiva ou provocação a torcedor ou adversário. A decisão depende da leitura de intenção, direção e impacto no jogo. Não há regra automática, exigindo avaliação do árbitro.

A avaliação envolve entender se o gesto é ofensivo, se houve provocação e qual foi o efeito no ambiente da partida. A discussão sobre esse tipo de celebração segue em pauta no jornalismo esportivo e na arbitragem brasileira.

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