- Mauro Chekin pediu demissão hoje do cargo de secretário municipal de Esporte de São Caetano do Sul, no ABC paulista, após a repercussão negativa de suas declarações sobre pessoas com deficiência e a abertura de um inquérito civil pelo Ministério Público de São Paulo.
- Em audiência na Câmara de Vereadores, ele afirmou que a inclusão social é um problema e que é preciso ter cuidado com os esportes; disse que a inclusão é dever do estado, mas não de pessoa física.
- Em nota, Chekin pediu desculpas pelo ocorrido, reconheceu erro de abordagem sobre o tema inclusão no esporte e afirmou que seguirá trabalhando pelo esporte.
- A ação no MP-SP foi apresentada pela deputada estadual Andréa Werner (PSB), que afirmou que o secretário tratou a inclusão social como um risco e usou termos pejorativos para se referir a crianças com deficiência.
- O Ministério do Esporte repudiou as declarações, classificando-as como profundamente capacitistas, e o Comitê Paralímpico também manifestou repúdio, destacando que a inclusão é direito e compromisso civilizatório.
Mauro Chekin pediu demissão hoje do cargo de secretário municipal de Esporte de São Caetano do Sul, no ABC Paulista, após a repercussão negativa de falas sobre pessoas com deficiência e a abertura de um inquérito civil pelo MP-SP.
Em audiência na Câmara de Vereadores, Chekin caracterizou a inclusão social como um problema, dizendo que, embora devesse ocorrer, é preciso cuidado com os esportes. A afirmação sugeria que a inclusão seria responsabilidade do Estado, não da esfera individual.
O secretário declarou exoneração e pediu desculpas pelo ocorrido, afirmando reconhecer o erro de abordagem sobre o tema da inclusão no esporte. Afirmou manter o compromisso como professor de Educação Física da prefeitura e buscar aperfeiçoamento profissional.
O MP-SP informou que vai investigar o caso, em ação apresentada pela deputada estadual Andréa Werner (PSB). Ela alegou que Chekin tratou a política de inclusão como risco e usou termos pejorativos para se referir a crianças com deficiência.
O Ministério do Esporte repudiou as declarações, classificando-as como profundamente capacitistas e ressaltando que o esporte deve promover inclusão, diversidade, respeito e dignidade para todos.
O Comitê Paralímpico brasileiro também manifestou repúdio, afirmando que a inclusão é direito e compromisso civilizatório que deve ser defendido por todos os agentes públicos.
Entre na conversa da comunidade