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FIA antecipa e amplia benefícios para motores deficitários na F1 2026

FIA antecipa aplicação do ADUO para motores deficitários na F-1 de 2026, ampliando horas de teste e alívios de gastos conforme a disparidade com a Mercedes

Valtteri Bottas (Cadillac) e Fernando Alonso (Aston Martin) no GP do Japão da F1 2026 — Foto: Andy Hone/LAT Images
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  • A FIA adiou a primeira aplicação do ADUO para depois do GP do Canadá, em 24 de maio, para ajudar as equipes com problemas no motor na F1 de 2026.
  • Foram criadas duas novas categorias de disparidade de potência: 8% a 10% e acima de 10%.
  • Equipes com mais de 10% de déficit podem ganhar até 230 horas extras de teste, frente às 190 horas anteriores.
  • No âmbito financeiro, cada 2% de desvantagem aumenta o teto de gastos, com novas faixas de alívio para quem ficar acima de 8% e até 10% ou acima de 10%.
  • Um alívio adicional de até 8 milhões de dólares pode ocorrer para montadoras com desempenho mais de 10% abaixo na temporada inaugural do regulamento (2026).

A Federação Internacional do Automobilismo (FIA) adiou a primeira aplicação do ADUO, o Additional Development and Upgrade Opportunities, para depois do GP do Canadá, em 24 de maio. O objetivo é ampliar as oportunidades de desenvolvimento para motores deficitários na F1 e manter o equilíbrio entre as equipes.

A medida aumenta a faixa de disparidade entre o desempenho dos motores e amplia o pacote de auxílios. A FIA também elevou o teto de horas de teste disponíveis para fabricantes com déficit de potência acima de 10% em relação à líder Mercedes. A Honda, fornecedora da Aston Martin, aparece como a mais afetada.

A novidade impacta a temporada 2026, ano de estreia do novo regulamento. A Audi, estreante com Gabriel Bortoleto, também é citada, pois figura entre as equipes sem pontos após quatro etapas. A Cadillac (Ferrari) e a Aston Martin (Honda) ainda não pontuaram no Mundial.

Novas faixas de disparidade e impacto prático

Agora existem duas novas categorias: 8% a 10% de disparidade e acima de 10%. Fabricantes com mais de 10% de diferença podem receber até 230 horas extras de teste, ante 190 horas anteriormente.

A tabela de horas extras passa a ter os seguintes valores: abaixo de 2% não há adicional; 2% a 4%: 70h; 4% a 6%: 110h; 6% a 8%: 150h; 8% a 10%: 190h; acima de 10%: 230h.

Atualizações técnicas e impactos no teto de gastos

Entre 2% e 4% de déficit, há uma atualização extra na temporada vigente e outra na seguinte. Acima de 4%, o número de atualizações sobe para duas. As permissões podem ser cumulativas ao longo de 2026, 2027 e 2028.

Ainda conforme as mudanças, o regulamento financeiro prevê maior folga no teto de gastos por cada 2% de desvantagem em relação à melhor fabricante. A nova categoria contempla equipes que estejam até 10% acima da melhor referência.

Benefícios financeiros adicionais

Para disparidades acima de 8%, o alívio chega a US$ 11 milhões (aprox. R$ 54 milhões). Entre 8% e 10%, o benefício é de US$ 8 milhões (aprox. R$ 39,3 milhões). A norma cria um espaço financeiro extra para compensar déficits de desempenho.

A FIA ainda criou um alívio opcional para equipes com desempenho mais de 10% inferior na temporada inaugural do regulamento, permitindo até US$ 8 milhões adicionais no teto de gastos, se optado.

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