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Flamengo de Jardim é eficiente mesmo sem posse, igual ao de Filipe Luís

Flamengo de Leonardo Jardim mantém eficiência ofensiva com posse de bola em 52%, adotando postura mais reativa e sofrendo mais finalizações, mas com xG próximo ao time de Filipe Luís

Leonardo Jardim substituiu Filipe Luís no comando do Flamengo (Fotos: Adriano Fontes / Flamengo)
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  • Leonardo Jardim assumiu o Flamengo há dois meses, substituindo Filipe Luís como comandante técnico.
  • A posse de bola caiu de 61% com Filipe Luís para 52% com Jardim, em 15 jogos até o momento.
  • O Flamengo sob Jardim atua de forma mais reativa, esperando o rival no campo de defesa para explorar contra-ataques.
  • O time leva mais finalizações adversárias por jogo (12,7) do que antes (9,5), mas os gols sofridos ficam próximos entre os estilos (0,7 frente a 0,8).
  • Ofensivamente, há aumento de gols por jogo (de 1,8 para 2,1), queda suave de finalizações (de 15,2 para 14,6) e números de grandes chances/xG permanecem próximos.

O Flamengo, sob comando de Leonardo Jardim há dois meses, mantém eficiência ofensiva e defensiva próximas do estilo anterior de Filipe Luís, embora com mudanças estruturais. O tempo de posse caiu de 61% para 52% em 15 jogos sob o treinador português.

A principal diferença está na postura de jogo: Jardim adota uma linha mais reativa, esperando o adversário para explorar contra-ataques. Esse ajuste contrasta com a pressão alta aplicada pelo time de Filipe Luís, especialmente no terço final.

A posse de bola e a recuperação também mudaram. Enquanto Filipe Luís gerava 5,7 recuperações por jogo no último terço, Jardim trabalha com 3,1, queda de 54,4% no quesito. O Flamengo passou a ser mais explorado na saída de bola adversária.

Defensivamente, o Flamengo sob Jardim costuma sofrer mais finalizações por jogo (12,7 contra 9,5). Mesmo com o maior volume de chutes recebidos, a equipe cede menos grandes chances, mantendo números de gols sofridos próximos aos anteriores (0,7 frente a 0,8).

Ofensivamente, há ajuste de mercado: a média de gols por jogo subiu de 1,8 para 2,1 com Jardim, enquanto o total de finalizações caiu de 15,2 para 14,6. A produção de grandes chances criadas manteve-se estável (aproximadamente 2,8 a 2,9 por jogo) e o xG ficou próximo entre os dois momentos.

Resumo estatístico direto: com Filipe Luís, gols de 1,8; finalizações 15,2; grandes chances criadas 2,9; xG 1,68. Com Jardim, gols 2,1; finalizações 14,6; grandes chances criadas 2,8; xG 1,71. Gols sofridos: 0,8 (Filipe Luís) vs 0,7 (Jardim).

Mudanças táticas e desempenho recente

O Cruzeiro, sob Jardim, já havia mostrado esse perfil mais reativo no Brasileirão 2025, com porcentagem de posse em torno de 47,7% e desempenho alto, apesar de tropeços contra adversários fechados. A adaptação em time com posse dominante foi um ponto de análise recorrente.

Em jogos com posse superior a 53%, o Cruzeiro teve aproveitamento de 35% em 23 partidas, contra 75% em 32 jogos com posse de 53% ou menos. O padrão reforça a ideia de que o estilo mais reativo pode trazer resultados variados conforme o adversário.

As mudanças de Jardim no Flamengo incluem menor pressão exibida no campo adversário e maior ênfase na transição rápida. As autoridades e dados internos apontam que a equipe tem mantido eficiência próxima, mesmo com variações de volume de jogo.

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