- Arboleda chegou ao São Paulo em 2017 para preencher lacuna defensiva após a saída de Maicon, vindo da Universidad Católica por cerca de US$ 2 milhões.
- No clube, tornou-se peça-chave da zaga e ajudou o time a reagir no segundo turno de 2017 e a conquistar o título paulista de 2021.
- Fora de campo, acumulou polêmicas, como a foto vestindo a camisa do Palmeiras em 2019 e festas durante a pandemia, que agravaram atritos com a torcida e a diretoria.
- Em 2022 sofreu lesão grave no tornozelo esquerdo, passou por cirurgia e, mesmo com previsão de ficar fora, foi à Copa do Mundo pela seleção do Equador; renovou contrato em 2024 até 2027, incluindo acordo para quitar dívidas do jogador.
- Em 2026 houve crise: sumiu por 30 dias, viagem ao Equador sem autorização e afastamento do elenco; após reunião, ficou acertado que continuará vinculados ao São Paulo, treinando separadamente, com avaliação de mercado na próxima janela.
O zagueiro Arboleda, contratado pelo São Paulo em 2017, chegou para preencher a lacuna na defesa após a saída de Maicon para o Galatasaray. O clube investiu cerca de US$ 2 milhões pelo jogador equatoriano, que vinha da Universidad Católica e já tinha passagem pela seleção de seu país.
Nascido em Esmeraldas, Equador, o atleta tem 1,89 m de altura e iniciou a carreira nas categorias de base do Olmedo, passando por clubes como Municipal de Cañar e Grecia. Em 2013 estreou na primeira divisão pelo LDU de Loja, no Equador, antes de atuar pela Universidad Católica e, posteriormente, pelo São Paulo.
Fase inicial e identificação com o São Paulo
Ao chegar, Arboleda se firmou rapidamente no elenco, mesmo com mudanças de presidentes e técnicos. Em 2019, sua relação com a torcida ficou marcada após uma foto em que apareceu com a camisa de rivais, episódio que gerou críticas internas e externas.
Entre 2020 e 2021, o zagueiro teve forte presença no time, incluindo a conquista do Campeonato Paulista em 2021, período em que se tornou peça-chave da defesa. Nos bastidores, foram registradas festas durante a pandemia, gerando afastamentos e multas.
Lesão e retorno
Em 2022, sofreu uma fratura no tornozelo esquerdo, com ruptura de ligamentos, e precisou de cirurgia. Mesmo com a recuperação, o retorno à seleção equatoriana passou a ocorrer com menos frequência devido a questões disciplinares.
Em 2023, Arboleda retornou ao São Paulo e participou da campanha vitoriosa da Copa do Brasil, ajudando a equipe a conquistar o título diante do Flamengo no Morumbi. O zagueiro manteve protagonismo defensivo na temporada seguinte.
Renovação e dívidas
Em 2024, o clube renovou com Arboleda até 2027 e assumiu débitos pessoais do jogador, somando cerca de R$ 642,8 mil, incluindo pendências com a Kirin Soccer e IPVA. A medida visava facilitar a continuidade do vínculo, conforme apuração.
O caso financeiro levou o São Paulo a registrar ações na Justiça desde 2019, envolvendo cobranças e pedidos de rescisão contratual com devolução de valores. A documentação acompanhou o andamento do acordo de renovação.
Controvérsias com a seleção e fase recente
Em 2024, houve atendimento de controvérsias com a seleção equatoriana, após o jogador ser flagrado com dinheiro em uma boate nos Estados Unidos. A Federação Equatoriana divulgou nota de repúdio, alegando desrespeito aos princípios da equipe.
Em 2025, a oscilação de desempenho e a concorrência defensiva aumentaram. Ocorrido atrito público com o comentarista Müller, que gerou troca de farpas entre as partes. Arboleda chamou Müller de palhaço, provocando resposta do ex-jogador.
Situação atual
Em 2026, Arboleda deixou o elenco por 30 dias para resolver questões pessoais no Equador, sem autorização, gerando desentendimentos internos. Ao retornar, o clube manteve a decisão de afastá-lo do grupo em preparação para transferências.
Após reunião entre clube e jogador, ficou acertado que Arboleda seguirá treinando separado no SuperCT, com possibilidade de negociação na próxima janela de transferências. Descontos salariais estão previstos pelos dias ausentes.
Perspectivas e impacto técnico
A ausência do zagueiro ocorre em momento de escassez de defensores experientes. A diretoria avalia manter o atleta como ativo até a próxima janela, buscando uma negociação vantajosa ou uso como moeda de troca, conforme apuração do veículo. Em campo, a defesa ganha ou perde com a continuidade do processo de negociação.
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