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Pilotos criticam Mundial de Baterias e mudanças nas regras da F1

Mudanças nas regras da F-1 de 2026 buscam reduzir gerenciamento de energia e aumentar segurança após Bearman e críticas ao superclipping

Ultrapassagens aumentam em 2026, mas pilotos acusam F1 de ser "artificial" — Foto: Martin Keep/AFP
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  • A F1 anunciou mudanças nas regras para a temporada, válidas a partir da próxima corrida em Miami, para evitar gestão excessiva de energia e aumentar a segurança sem reduzir as ultrapassagens.
  • O tema central continua sendo as baterias e o chamado “superclipping”, procedimento em que a recarga ocorre mesmo com o carro acelerando, o que reduz a velocidade da máquina e aumenta a complexidade de uso da energia.
  • Entre as mudanças está o aumento da potência máxima do superclipping e ajustes no uso do MGU‑K, além de limitar o uso do boost para manter disputas mais iguais.
  • As críticas de pilotos, incluindo o atual campeão Lando Norris, destacaram a dificuldade de conduzir com a divisão 50‑50 entre eletricidade e combustão e o efeito na pilotagem e na segurança.
  • O acidente de Oliver Bearman no GP do Japão tornou-se exemplo de como as novas regras afetam a corrida, levando a FIA a implementar as alterações para reduzir desníveis súbitos de velocidade.

Mundo da Fórmula 1 passa por mudanças nas regras de energia para 2026. Pilotos criticam o novo regulamento, com termos como “anticorrida” e “Mundial de baterias”, enquanto a FIA busca manter disputas roda a roda e aumentar a segurança. A alteração entra em vigor a partir da próxima corrida, em Miami.

O foco das mudanças é evitar que pilotos gerenciem a energia de forma excessiva. O regulamento visa manter a pilotagem fluida, mas com maior rigidez no controle da bateria para reduzir perdas bruscas de velocidade. O objetivo é equilibrar ultrapassagens com segurança.

A batida de Oliver Bearman em Suzuka serviu de exemplo para discutir os impactos do regulamento. Bearman, da Haas, sofreu colisão no GP do Japão após tentar uma ultrapassagem, em meio a críticas sobre o funcionamento da bateria. A FIA anunciou ajustes à regulação.

Como funcionam as baterias em 2026

As unidades de potência continuam com duas partes: combustão e elétrica. O MGU-H foi removido do regulamento, deixando o MGU-K responsável pela recuperação de energia. A capacidade de armazenamento aumentou e a potência elétrica ganhou peso, aproximando uma divisão 50-50 entre elétrica e combustão.

A mudança na aerodinâmica incluiu o botão de ultrapassagem, que libera mais energia para a manobra, além do botão de boost, que aumenta a potência elétrica quando a bateria está carregada. Essas alterações visam favorecer ultrapassagens sem criar vantagens desproporcionais.

O que é superclipping e por que importa

O superclipping ocorre quando a bateria se recarrega mesmo com o carro em aceleração. Nesses momentos, a energia é redirecionada para a recarga em vez de gerar potência, o que pode reduzir a velocidade do carro em até 50 km/h. A FIA elevou a potência máxima de 250 kW para 350 kW para reduzir o tempo de recarga.

A recarga eficiente depende de controles da unidade de potência, não da intervenção do piloto. A retirada do MGU-H tornou o processo mais desafiador, causando debates sobre segurança e qualidade das corridas.

Impacto das críticas

Pilotos destacaram impactos na segurança, nas ultrapassagens artificiais e na necessidade de gerenciar energia na classificação. Lando Norris criticou o conjunto 50-50 entre motores, descrevendo o carro de 2026 como difícil de pilotar. Alonso também comentou riscos de colisões provocadas pelo regulamento.

Além da batida de Bearman, aumentam as discussões sobre riscos de disputas com baterias mais potentes ao desacelerar de forma abrupta. A FIA informou que revisará as mudanças com foco em manter as oportunidades de ultrapassagem e reduzir diferenças de velocidade.

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