- A política de torcida única completa dez anos em abril de 2026, mantendo apenas torcedores do time mandante na maioria dos clássicos entre Palmeiras, Corinthians, São Paulo e Santos desde 2016.
- Entre 2016 e início de 2026, foram 197 clássicos oficiais sob a regra, com mais de 117 disputados pelo Campeonato Brasileiro e 62 pelo Campeonato Paulista; até o fim de 2026, a soma deve chegar a 126 partidas.
- Existem apenas duas exceções notáveis: a final da Copa Libertadores de 2020/2021, disputada no Maracanã com público restrito a cerca de mil pessoas, e a Supercopa do Brasil de 2024 no Mineirão, onde as duas torcidas puderam acompanhar a partida.
- A medida foi ampliada ao longo dos anos para outros clássicos regionais, sob recomendação do Ministério Público de São Paulo e monitoramento da Federação Paulista de Futebol.
- Em 2026, já foram registradas ao menos três mortes ligadas a confrontos entre torcidas fora dos estádios, evidenciando que a restrição não elimina a violência associada às rivalidades. Também cresce o debate sobre retorno gradual de torcidas visitantes, com propostas de jogos-teste, cadastro prévio e uso de tecnologia para identificação de infratores.
A política de torcida única nos clássicos paulistas completa dez anos neste mês de abril, em meio a debates sobre mudanças e a um histórico de partidas com público restrito. Implementada em 2016 após episódios de violência envolvendo Palmeiras e Corinthians no Pacaembu, a norma envolve Palmeiras, Corinthians, São Paulo e Santos.
Desde então, foram disputados 197 clássicos oficiais entre os quatro grandes, com torcedores apenas do mandante na maioria dos duelos. A contagem abrange partidas de 4 de abril de 2016 até o início de 2026, incluindo nove encontros já realizados em 2026.
A maior parte dos confrontos ocorreu no Campeonato Brasileiro, que soma 117 clássicos no período. O Estadual Paulista aparece em seguida, com 62 jogos. Também houve 12 clássicos pela Copa do Brasil, 5 pela Libertadores e 1 pela Supercopa do Brasil em 2024.
Até agora, apenas duas exceções desrespeitaram a regra da torcida única. Em 2021, a final da Libertadores Palmeiras x Santos teve público no Maracanã devido a protocolo pandêmico, com mil convidados presentes. Em 2024, a Supercopa Palmeiras x São Paulo ocorreu em Belo Horizonte, em estádio neutro, com público das duas torcidas sob coordenação policial.
A fiscalização da medida envolve o Ministério Público de São Paulo e a Federação Paulista de Futebol, que mantêm a recomendação de torcida única por questões de segurança pública. Dados oficiais indicam queda de incidentes graves após a implementação, embora ainda haja críticas sobre a eficácia.
Nos últimos meses, o debate ganhou força com propostas da Anatorg para retorno gradual de torcidas visitantes, com testes e acesso controlado. Idealiza-se cadastro prévio, identificação de torcedores e uso de tecnologia, incluindo reconhecimento facial e monitoramento por câmeras.
Apesar das discussões, autoridades sinalizam cautela. A transição para presença de visitantes ocorreria de forma lenta e gradual, com avaliação constante de impactos na segurança, na organização dos eventos e na experiência dos espectadores.
Ainda que a medida tenha reduzido incidentes dentro dos estádios, episódios de violência entre torcidas continuam ocorrendo fora deles. Em 2026, pelo menos três mortes em brigas entre torcidas no estado de São Paulo foram reportadas, destacando que o problema persiste fora do ambiente das arenas.
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