- A CBF reuniu 38 dos 40 clubes das Séries A e B (Mirassol e Chapecoense não compareceram) para apresentar um diagnóstico do futebol brasileiro e colocar em prática a ideia de uma liga única, com mediação da própria entidade.
- A reunião revelou dez pontos de melhoria em relação a ligas estrangeiras; após a apresentação, houve debate entre dirigentes, sem grandes discordâncias, com foco em arbitragem, comunicação e contratos.
- A avaliação entre alguns dirigentes foi de que a iniciativa é necessária, embora não revolucionária; o presidente da CBF, Samir Xaud, destacou o papel de mediador e a busca por uma liga forte com participação de todos os clubes.
- Entre as medidas anunciadas, está o investimento de R$ 195 milhões em arbitragem e a implantação do impedimento semi-automático; os estádios foram classificados em instalação, em testes e prontos para uso, com treinamento de árbitros a partir de terça-feira.
- O movimento ocorre em meio a cobranças por calendarização, fair play financeiro, modernização e profissionalização da arbitragem, com projeção de construir uma liga mais transparente e sustentável para o futebol brasileiro.
A CBF reuniu 38 dos 40 clubes das Séries A e B nesta segunda-feira, 6 de abril de 2026, em um hotel na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Mirassol e Chapecoense não participaram. O encontro teve como objetivo apresentar um diagnóstico do futebol brasileiro e debater medidas para unificar os blocos comerciais dos clubes, com a mediação da própria confederação.
O primeiro momento destacou os pontos de melhoria do modelo atual, organizados em dez tópicos que comparam o desempenho do futebol brasileiro com ligas estrangeiras. A apresentação foi seguida de debates entre dirigentes, que ficaram dentro de um tom objetivo, com pautas sobre arbitragem, comunicação e contratos.
Ao final, a reunião foi avaliada por alguns presentes como necessária, porém não revolucionária. A CBF foi reconhecida por sinalizar um compromisso com a melhoria do setor e por colocar a pauta de uma liga única como prioridade, mantendo o foco no diálogo e na construção conjunta.
CBF apresenta melhorias e abre discussão
Entre as iniciativas destacadas pela entidade, está a evolução da arbitragem, incluindo o impedimento semi-automático. Atualmente os locais de instalação da tecnologia variam: em instalação, em testes ou prontos para uso. A CBF afirmou pretender iniciar o Brasileirão com a tecnologia em funcionamento.
A confederação informou um investimento de R$ 195 milhões na arbitragem, com treinamentos específicos para árbitros a partir de terça-feira, 7 de abril. O tema foi apontado como um dos principais entraves ao futebol brasileiro pelos dirigentes presentes e pela própria CBF.
Em declarações públicas, alguns presidentes defenderam o fortalecimento do futebol como produto, ressaltando a necessidade de tratar a competição com igualdade entre clubes de diferentes dimensões. Pedrinho, presidente do Vasco, criticou a falta de união entre clubes e afirmou que o Brasil ainda não está maduro para uma liga sem cooperação entre as equipes.
Leila Pereira, presidente do Palmeiras, reforçou a importância de valorizar o produto e criticou ações que privilegiem interesses individuais. A dirigente defendeu que todos os clubes tenham peso equivalente na competição, destacando que nenhum clube é maior do que o futebol brasileiro.
A reunião também contou com críticas a posturas de alguns clubes e a figuras ligadas ao mercado do futebol, que teriam gerado atritos entre as partes. Entre os relatos, houve cobrança por maior clareza nas decisões e pela construção de um ambiente colaborativo para avançar com a agenda de liga única.
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