- Botafogo acionou a Justiça do Rio contra o Olympique Lyonnais, cobrando dívida superior a setecentos e quarenta e cinco milhões de reais originada de empréstimos feitos pelo grupo Eagle.
- A cobrança inicial envolve execução extrajudicial de vinte e um milhões de euros (aproximadamente R$ cem e vinte nove milhões na cotação de março de 2025), com outras dívidas dentro do sistema de caixa único da Eagle.
- John Textor montou uma equipe jurídica para buscar o ressarcimento, dizendo que os acordos haviam sido bem estruturados; o Lyon avalia a possibilidade de execução já na próxima semana e questiona a jurisdição.
- O Lyon integra a rede Eagle Football e recebeu recursos que ajudaram o clube, mas não cumpriu as obrigações de pagamento, afetando o Botafogo e a gestão financeira do projeto.
- O caso já impacta o Botafogo, que teve medidas como FIFA Transfer Ban em 2025; a SAF pretende adotar todas as ações legais para recuperar os valores devidos e fortalecer o clube.
O Botafogo entrou com ação na Justiça do Rio de Janeiro para cobrar dívidas envolvendo o Olympique Lyonnais, clube da rede Eagle Football. A ação envolve valores acima de R$ 745 milhões, iniciando com uma execução extrajudicial de 21 milhões de euros (aproximadamente R$ 129 milhões na cotação de março de 2025). O caso faz parte de uma série de cobranças relacionadas a empréstimos efetuados pelo Botafogo durante a crise financeira do Lyon no início da operação da holding.
A medida foi anunciada após o Botafogo perceber dificuldades no cumprimento de acordos firmados no âmbito da Eagle, rede de clubes liderada por John Textor. O grupo afirma ter apoiado o Lyon com aportes financeiros significativos, com a expectativa de reembolso conforme condições previamente estabelecidas. O Botafogo, por sua vez, busca preservar o seu projeto esportivo e a saúde financeira do clube.
Internamente, a SAF do Botafogo afirma que os acordos estavam bem estruturados e que o Lyon não cumpriu as obrigações, inclusive em relação a outros créditos. A expectativa é de que a execução prossiga já na próxima semana. A diretoria botafoguense sustenta que as cobranças são legais e necessárias para a continuidade das operações do clube.
Posição do Lyon
O Lyon contesta a escolha do foro, indicando que o caso poderia ter ido a Londres, onde fica a sede da Eagle Bidco, empresa subsidiária da EFH que controla os clubes. A instituição francesa vê com estranheza a jurisdição escolhida pelo Botafogo e afirma que o acordo gerou controvérsias entre as partes dentro do grupo Eagle.
O Lyon também informou que a assinatura dos contratos previa determinadas condições de foro, mas não detalhou publicamente as razões para a divergência. A controvérsia sobre a dívida, que envolve empréstimos entre clubes do mesmo grupo, continua em análise pelas instâncias judiciais competentes. O andamento da disputa pode impactar a relação entre as entidades e o planejamento financeiro do Botafogo.
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