- Justiça determina venda do Estádio Salles Oliveira, usada pelo Tupi, por meio de Unidade Produtiva Isolada, não via leilão e com pagamento parcelado; negócio depende de homologação judicial.
- A venda será aberta e os valores vão para pagamento de credores; a negociação ocorre pela UPI Futebol, que abrigará ativos do departamento de futebol para futura venda da SAF.
- Magnitude Participações Ltda. é a principal interessada, mantendo negociações com o clube desde 2024; propostas de compra vão ao Administrador Judicial e precisam de aprovação da Justiça.
- O Tupi ingressou em Recuperação Judicial para controlar o passivo; conseguiu manter o processo após apresentar certidões negativas e ficar dispensado de certidão municipal.
- O clube enfrenta crise financeira desde más gestões e pandemia, com o estádio penhorado por ações trabalhistas; o Tupi vive deterioração esportiva desde a década passada, com rebaixamentos e ausência de calendário nacional.
O Tupi deverá vender o Estádio Salles Oliveira. A decisão foi tomada pela Justiça para que o clube acabe com o passivo financeiro existente. A venda não ocorrerá em leilão, e sim de forma aberta com pagamento parcelado. A homologação judicial é condição para a conclusão.
A determinação foi publicada pela Vara de Sucessões, Empresarial e de Registros Públicos da comarca de Juiz de Fora. O juiz Augusto Vinícius Fonseca e Silva definiu que a negociação seja efetuada por meio de uma Unidade Produtiva Isolada (UPI). Esse mecanismo isola ativos do clube para protegido dos credores.
Além do estádio, será criada a UPI Futebol, que reunirá ativos do departamento de futebol para a futura venda da SAF. As propostas devem ser enviadas ao Administrador Judicial e aprovadas pela Justiça. A Magnitude Participações Ltda. é a principal interessada, mantendo conversas desde 2024.
O Tupi e a Magnitude optaram pela Recuperação Judicial para gerenciar o endividamento. O clube manteve a continuidade do RJ após regularizar pendências como a Certidão Positiva com efeito de Negativa da Receita Federal e a Certidão Negativa de Débito estadual.
A crise financeira do Tupi decorre de administrações anteriores e do impacto da pandemia de Covid-19. O estádio Salles Oliveira recebeu menos jogos oficiais do time profissional desde o início dos anos 2000, acumulando penhoras trabalhistas. O atual presidente é Eloísio Pereira de Siqueira.
Historicamente, o desempenho esportivo acompanhou a crise administrativa. O Tupi foi campeão da Série D em 2011, mas sofreu rebaixamentos nas séries nacionais a partir de 2016. Em 2024, caiu ao Módulo 2 do estadual, sem retorno em 2025.
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