- O regulamento de 2026 usa unidades de potência híbridas que regeneram energia nas zonas de frenagem e em curvas, mudando como frear e acelerar são aplicados.
- No GP do Japão, Oliver Bearman evitou Franco Colapinto na entrada da curva Spoon a quase quarenta e cinco km/h de diferença, resultando em batida; Bearman sofreu lesões leves após sair pela barreira com cerca de cinquenta G.
- Críticos dizem que as novas regras neutralizam habilidades fundamentais da pilotagem: frear e levar o carro ao limite, prejudicando o espírito da Fórmula 1.
- Existem três frentes de opinião: fãs e comentaristas que defendem o regulamento, interessados diretos (equipes, fabricantes) buscando favorecer seus interesses e fãs que não enxergam o esporte com clareza; ainda há apoio de Lewis Hamilton, entre outros, porém com ressalvas.
- Discutem-se ajustes, como mudar a relação de potência entre motor a combustão e elétrico para sessenta por cento/quinenta por cento (ou 60/40), mas a solução pode exigir retorno aos princípios de frenagem e pilotagem no limite; mudanças podem não chegar a tempo de Miami.
O regulamento híbrido de 2026 passou a exigir que as unidades de potência recarreguem as baterias nas zonas de frenagem e em várias curvas. Os pilotos freiam antes, reduzem marchas e aceleram com o boost, transformando trechos de pista em zonas de recarga. Isso gerou velocidades diferentes ao longo da corrida.
No GP do Japão, Oliver Bearman avançou de forma evasiva ao se aproximar de Franco Colapinto na curva Spoon, com uma diferença de 45 km/h na entrada da curva. Bearman utilizava o modo de potência extra, enquanto Colapinto reduzia marcha por bateria acabada. Bearman bateu nas barreiras com força de impacto elevada e saiu com ferimentos leves.
Mudanças no regulamento
As zonas de frenagem passaram a ser cruciais para recarga de energia, tornando o freio uma parte menos previsível da condução. A recuperação de energia precisa ocorrer sem comprometer o desempenho da curva seguinte, o que pode reduzir a condução no limite em várias curvas.
Repercussões e debates
Parte dos fãs, da imprensa e de pilotos aponta que a nova lógica eleva o risco em pista e altera o espírito da F1. Outros destacam que as corridas têm apresentado disputas roda a roda, ainda que com ressalvas sobre a possibilidade de ultrapassagens.
Possíveis ajustes técnicos
Circulam relatos sobre ajustes na distribuição de torque entre motor a combustão e elétrico, com propostas de ampliar o peso da parte elétrica para 60/40. A viabilidade de mudanças antes de Miami não é confirmada, mas o debate sobre frear e pilotar no limite permanece em pauta.
Olhar para o futuro
A organização busca respostas para manter a essência da pilotagem no limite sem comprometer a segurança. A ideia é favorecer a freagem precisa e a condução estratégica, mantendo o equilíbrio entre inovação e tradição da Fórmula 1.
Entre na conversa da comunidade