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Conflito no Oriente Médio complica a vida de tenistas iranianos

Conflito no Oriente Médio dificulta carreira de tenistas iranianos, com vistos e sanções limitando transferências bancárias e participação em torneios

Ali Yazdani (esquerda) e Meshkatolzahra Safi (direita)
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  • Istambul, Turquia, um mês após o início do conflito no Oriente Médio, iranianos no tênis enfrentam dificuldades para continuar competindo no circuito profissional.
  • Ali Yazdani (687º no ranking da ATP) e Meshkatolzahra Safi (1.417ª na WTA) relatam a luta diária em entrevista ao Eurosport França.
  • Principal problema: visto para viajar a torneios ao redor do mundo e prêmios pagos apenas por transferência bancária, inviável pela sanção econômica ao Irã.
  • Yazdani passa grande parte do tempo em Antália e Monastir, onde há mais torneios futures; Safi cita falta de infraestrutura e apoio financeiro, além de precisar retornar ao Irã para renovar visto.
  • Safi ficou famosa ao vencer uma partida em Grand Slam juvenil no Australian Open de 2022; hoje enfrenta dilemas financeiros e de vistos, dificultando a carreira em meio ao conflito.

O conflito no Oriente Médio, iniciado há um mês, impõe novos entraves aos poucos tenistas iranianos no circuito profissional. Dois nomes de destaque, Ali Yazdani e Meshkatolzahra Safi, relatam dificuldades diárias para manter a atividade competitiva, especialmente fora do país.

Yazdani, 687º da ATP, explica que para disputar torneios com premiação acima de US$ 25 mil é necessário ter contas em bancos no exterior, o que não é permitido aos iranianos devido a sanções. Além disso, o visto é obrigatório para quase todas as competições, com exceção de Tunísia e Turquia, dificultando a logística de viagem.

Safi, 21 anos, figura no ranking da WTA em posição próxima à 1.400, e se tornou a primeira iraniana a vencer uma partida em um Grand Slam juvenil, no Australian Open de 2022. Hoje, enfrenta o desafio de se manter no circuito sem suporte financeiro ou institucional estável, em meio a restrições de visto e à instabilidade regional.

Dificuldades para competir

Yazdani passa grande parte do tempo entre Antália, na Turquia, e Monastir, em Tunísia, onde há torneios futures com menos burocracia. Esses ambientes oferecem mais facilidade de participação, mas não resolvem as barreiras impostas pelas sanções e pela falta de acesso a infraestrutura adequada.

Cenário individual de Safi

Safi descreve a realidade de competir sem rede de apoio sólida, com recursos limitados e a necessidade de deslocamentos frequentes. Ela chegou a tentar uma formação na Itália, mas o custo elevado, aliado à desvalorização da moeda iraniana, torna a estadia europeia caro e inviável sem retorno mensal ao Irã para renovar vistos.

A trajetória de Safi continua marcada pela dificuldade de financiar a carreira e pela ausência de treinadores de alto nível no país. Yazdani, por sua vez, aponta que a barreira do visto e a proibição de acesso a contas internacionais atrasam o ingresso dele em torneios regulados pela ATP.

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