- Oliver Bearman, da Haas, colidiu na volta 21 do GP do Japão ao tentar ultrapassar Franco Colapinto na saída da curva Spoon, destruindo placas de sinalização e acertando a barreira.
- A velocidade de Colapinto reduziu para 174 km/h, enquanto Bearman acelerava quase até 262 km/h; a diferença de velocidade ficou próxima de cem km/h no trecho de alta.
- Ayao Komatsu, chefe da Haas, afirmou que a colisão não é culpa de Colapinto e que Bearman calculou mal, reconhecendo que o piloto está se culpando pelo acidente.
- O caso reacende críticas ao regulamento de 2026, com reports de possíveis impactos da nova gestão manual de baterias, como o fenômeno chamado “superclipping”; a FIA marcou reuniões para abril para discutir ajustes técnicos.
- O time Haas espera que Bearman esteja apto para o GP de Miami, marcado para 3 de maio, após novas avaliações na próxima semana.
O GP do Japão de F1, realizado neste domingo, terminou com um acidente de Bearman na saída da curva Spoon. O britânico da Haas colidiu após tentar ultrapassar Franco Colapinto, na volta 21, interrompendo a prova que foi vencida por Kimi Antonelli. O choque reacendeu o debate sobre as novas unidades de potência.
De acordo com análises em tempo real, Bearman acionou o botão de ultrapassagem enquanto Colapinto freou bruscamente para 174 km/h, gerando uma diferença de velocidade de quase 100 km/h em trecho de alta. Bearman perdeu o controle ao tocar a grama na velocidade de 262 km/h, atingiu a barreira e destruiu sinalização.
Ayao Komatsu, chefe da Haas, afirmou que a colisão não teve culpa do piloto argentino. Segundo ele, a combinação entre agressividade de Bearman e as características do traçado influenciou o incidente, destacando que Bearman tentou a manobra com aumento de potência e houve aumento da diferença de velocidade.
O dirigente também informou que Bearman se mostrou autocrítico, reconhecendo que poderia ter feito melhor e que não há justificativa para o acidente. A avaliação técnica aponta para um erro de cálculo na aproximação entre os carros.
A queda de performance de Bearman reacende o debate sobre o regulamento de 2026, que exige gerenciamento manual da recarga de baterias e pode provocar descarregamentos súbitos na saída de curvas, fenômeno conhecido como superclipping. Grandes nomes da categoria já sinalizaram preocupação com esse efeito.
A FIA informou que marcou encontros para abril para discutir ajustes técnicos, sem confirmar mudanças imediatas. Enquanto isso, a Fórmula 1 deixa a Ásia e segue para o GP de Miami, marcado para 3 de maio. Bearman deve realizar novas avaliações, com expectativa de estar apto para alinhar no grid na Flórida.
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