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Ucrânia e Rússia disputam duelo de tênis em meio a tensões

Conflito no circuito de tênis reage à invasão da Ucrânia, com pressionar por declaração formal de condenação e punição a apoiadores de regimes russos e belarusos

A tattoo reading "Carpe Diem" and a bracelet with the colors of the Ukrainian flag are pictured on the hand of Ukraine's Elina Svitolina.
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  • A tenista ucraniana Oleksandra Oliynykova afirmou, antes do Aberto da Austrália, que “os russos vão para o inferno” e intensificou o debate sobre a posição do circuito diante da guerra na Ucrânia.
  • A controvérsia envolve jogadoras ucranianas contra russas e belarusas associadas aos regimes de seus países, com pressão por uma postura mais dura do mundo do tênis em relação ao conflito que já dura quatro anos.
  • A war é tema desde 2022, quando boicotes e bandeiras foram usados para evitar apoio ao governo russo; algumas jogadoras passaram a competir sob neutralidade ou mudaram de nacionalidade.
  • Oliynykova revelou que o pai dela, integrante de uma brigada de drones, está no front e criou uma plataforma de arrecadação para ajudar a unidade militar, conectando o tênis à realidade de combate.
  • Entre as propostas, as tenistas ucranianas defendem que todo jogador assine uma declaração condenando a invasão para participar de torneios e que não haja financiamento estatal de rivais, embora haja exemplos de atletas que competem sem representar o país.

O Ucrania e a Rússia voltam a aparecer no circuito de tênis internacional em meio a tensões políticas. A polêmica ganhou espaço após declarações de Oleksandra Oliynykova, 25 anos, ucraniana que disputou seu primeiro Australian Open e criticou fortemente jogadores russos durante a temporada.

O caso veio à tona no Australian Open, realizado em Melbourne, no início de 2026. Oliynykova afirmou que “os russos merecem acabar no inferno”, posicionamento que detonou debates sobre a relação entre esporte e política no tênis. Ela integra o grupo de jogadoras ucranianas que pressionam por medidas mais firmes contra atletas ligados a regimes agressivos.

O pano de fundo envolve a histórica hostilidade entre tenistas da Ucrânia e adversários da Rússia e de Belarus, países que apoiaram ações militares recentes. Em 2022, o conflito escancarou diferenças: várias jogadoras ucranianas passaram a evitar cumprimentos e relações com atletas das nações agressoras.

Entre as tenistas ucranianas de destaque estão Elina Svitolina, Marta Kostyuk e Dayana Yastremska, além de Oliynykova, que se tornou voz relevante nesse embate. O objetivo, segundo o movimento, é endurecer regras para participação de atletas ligados aos governos dessas nações e restringir o uso do esporte para promoção de políticas beligerantes.

No cenário de mudanças de nacionalidade, surgiram casos de atletas que transferiram filiação esportiva para outros países ou competem sob neutralidade de bandeira. A discussão envolve também denúncias sobre a influência de regimes na promoção de atletas e nos compromissos de organizações do esporte.

Durante a cobertura, Oliynykova utilizou a imprensa para contestar a postura dos órgãos do tênis, defendendo que as entidades imponham compromissos explícitos de condenação à invasão da Ucrânia como condição para participação. Em paralelo, a guerra no país segue causando impactos humanitários e militares ao longo dos seus quatro anos de duração.

A atleta relatou ainda dificuldades pessoais, como a distância da família em meio a ataques aéreos próximos de sua cidade natal. Ela citou também projetos de crowdfunding criados para apoiar forças de defesa ucranianas, enfatizando a conexão entre a carreira esportiva e a realidade no front.

Ao longo do debate, surgiram questionamentos sobre neutralidade política nas competições. Jogadores de outros países lembraram que decisões sobre bandeiras e declarações não são uniformes, e que medidas variam conforme as regras de cada torneio e das federações internacionais.

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