- Corinthians informou ao RCE que R$ 150 milhões declarados a menos em fevereiro representam divergência apenas aparente, possivelmente por diferenças entre receitas operacionais, não operacionais ou usadas em outras formas de rateio.
- O confronto envolve entradas declaradas de R$ 64.202.368,75 em fevereiro versus R$ 213.414.738,29 apurados pelo administrador judicial, gerando uma diferença total de R$ 149.212.369,37.
- O clube afirma que itens como operações financeiras, transferências e negociação de atleta não devem entrar no rateio, pois não representam receitas operacionais ou podem se enquadrar no leilão reverso.
- A posição também aponta que antecipações de patrocínio e transferências entre contas da mesma titularidade não alteram o caixa líquido nem o cálculo do pagamento do RCE; pode haver impacto apenas em leilão reverso.
- A petição ainda não foi analisada pela Justiça; o juiz intimou o clube para manifestação e avisou sobre possível interventor judicial caso haja resistência ou inconsistências, com acompanhamento de documentação em nuvem.
O Corinthians informou ao Regime de Centralização de Execuções (RCE) que houve uma divergência de R$ 150 milhões entre as receitas declaradas em fevereiro e os valores apurados pelo administrador judicial. A discordância foi apresentada pelo perito responsável pela ação e recebida pelos credores.
Segundo o clube, essa diferença é “divergência apenas aparente”, causada pela inclusão de receitas não operacionais ou destinadas a outras formas de rateio, como o leilão reverso do RCE. O Corinthians afirma estar apresentando transparência e responsabilidade aos juízo, ao AJ e aos credores.
A ESPN revelou, no dia 17 de março, que o perito apontou entradas de exatamente R$ 64.202.368,75 em fevereiro, enquanto o administrador judicial aponta R$ 213.414.738,29. A diferença total chega a R$ 149.212.369,37.
Controvérsia sobre a composição das receitas
O perito identificou valores classificados como operações financeiras, transferências e negociação de atleta, que não teriam
de entrar na base de rateio. O clube sustenta que operações financeiras são desbloqueios de caixa com bancos e retornam ao caixa posteriormente.
O Corinthians também citou antecipações de contratos de patrocínio com recebíveis após fevereiro, afirmando que isso não altera o cálculo do rateio. Também citou que negociações de atletas não devem entrar no rateio, pois podem se enquadrar no leilão reverso.
Posições e próximos passos
O clube explicou que transferências entre contas de mesma titularidade não constituem ganho de capital para o rateio e não afetam o caixa líquido. O racional destacará que antecipações anteriores a fevereiro não foram consideradas no pagamento analisado.
A petição do Corinthians ainda não foi apreciada pela Justiça. O juiz Guilherme Cavalcanti intimou o clube para manifestação e mencionou a possibilidade de interventor judicial caso haja resistência documental. A solicitação do magistrado reforça a necessidade de lisura no processo.
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