- O Comitê Olímpico Internacional reintroduz testes genéticos de feminilidade, que passam a valer a partir dos Jogos Olímpicos de 2028, sem retroatividade.
- A regra determina que a competição feminina fique reservada a pessoas do sexo biológico feminino que não possuam o gene SRY, excluindo atletas transgênero e grande parte das atletas intersexo.
- Atletas que comprovarem insensibilidade total aos andrógenos podem ficar isentas, mediante exames complexos e caros.
- Os testes ficarão a cargo de federações internacionais e instituições nacionais, feitos uma única vez na vida por meio de saliva, raspado bucal ou sangue.
- A medida já está em vigor em três modalidades desde o ano passado (atletismo, boxe e esqui) e tem gerado debates científicos e legais sobre validade e impacto.
O Comitê Olímpico Internacional anunciou a reintrodução dos testes genéticos de feminilidade, a partir dos Jogos Olímpicos de 2028. A medida volta a restringir a participação feminina a pessoas do sexo biológico feminino que não possuam o gene SRY. A decisão foi comunicada após a reunião do comitê executivo.
A mudança revoga as regras de 2021, que permitiam que cada federação definisse sua própria política. Agora, a admissão nas competições femininas fica condicionada à ausência do gene SRY, com exceção de casos de insensibilidade total aos andrógenos, que permitem isenção mediante exames.
Os testes deverão ser realizados uma única vez na carreira do atleta, por meio de saliva, raspado bucal ou amostra de sangue. As federações internacionais e as instituições esportivas nacionais ficam responsáveis pela aplicação, segundo o COI.
A medida passa a valer a partir dos Jogos de 2028 e não é retroativa. A presidência está com a zimbabuense Kirsty Coventry, que assumiu o cargo há cerca de um ano. A abordagem visa padronizar critérios entre modalidades.
A política já está em vigor em três modalidades desde o ano passado: atletismo, boxe e esqui, embora enfrente desafios práticos e legais em diversos países. Em caso de impeditivo legal local, atletas podem realizar exames fora do país de origem.
Contexto e críticas
A decisão gerou debates sobre validade científica e impacto social, com vozes contrárias destacando a falta de dados robustos. Especialistas e organizações de direitos humanos alertam para riscos de discriminação e violação de privacidade.
Posicionamentos divergentes
Diversos juristas e entidades globais defenderam que tais testes podem violar leis nacionais e internacionais de não discriminação. A comunidade científica também questiona a eficácia e a ética da prática.
Impactos no cenário esportivo feminino
Analistas destacam que a discussão sobre elegibilidade pode desviar o foco de questões como financiamento, acesso à prática esportiva e disparidades de gênero. O COI mantém o foco na definição de critérios de competição.
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