- Ronan Cordeiro havia conquistado a prata no paratriatlo PTS5 em Paris 2024, primeira medalha brasileira no triatlo paralímpico.
- No dia 2 de setembro de 2024, ele foi submetido a exame antidoping e testou positivo para 19-norandrostenediol.
- O caso resultou em suspensão provisória em maio de 2025; em janeiro deste ano, o Tribunal Antidoping do IPC confirmou a violação do código antidoping e indicou a perda da medalha.
- Por isso, os resultados dele na competição masculina PTS5 foram desqualificados, com perda de medalha, pontos e prêmios.
- Mesmo com a cassação da medalha, a campanha do Brasil em Paris 2024 continua histórica, com 88 pódios no total (25 ouro, 25 prata, 38 bronze) e a quinta posição no quadro geral.
Ronan Cordeiro teve a prata conquistada no paratriatlo nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024 cassada pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC). O atleta brasileiro, de 28 anos, foi flagrado em exame antidoping e teve todos os seus resultados na competição masculina PTS5 desqualificados, incluindo a medalha. A decisão foi comunicada pelo IPC nesta terça-feira (24).
O caso nasceu após o controle realizado no dia 2 de setembro de 2024, um dia após a dobradinha do brasileiro na prova de paratriatlo, em Paris. O teste apontou presença da substância 19-norandrostenediol, componente da classe de esteroides anabolizantes proibidos pela WADA. A notificação oficial sobre a violação só foi divulgada em maio de 2025, quando houve a suspensão provisória.
Na análise seguinte, o IPC confirmou a infração e decidiu pela punição conforme o código antidoping. Em janeiro deste ano, o Tribunal Antidoping do IPC julgou o caso e acatou a pena sugerida, levando à perda da medalha e a desqualificação de toda a participação de Ronan Cordeiro na edição de Paris 2024. A decisão também determina encaminhamentos às federações responsáveis para medidas adicionais.
A cassação não impede, até o momento, a sequência dos demais resultados da delegação brasileira em Paris 2024. O Brasil manteve posição de destaque no quadro geral, mesmo com a retirada de uma medalha, somando 88 pódios (25 ouros, 25 pratas e 38 bronzes) e ocupando a quinta colocação.
As autoridades informou que a decisão envolve ainda a comunicação às entidades internacionais pertinentes, a World Triathlon e a Federação Internacional de Paratriatlo, para a adoção de medidas cabíveis contra o atleta.
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