- São Paulo rescindiu o contrato com a empresa Milclean, no valor total de R$ 21,5 milhões, assinado em 2024 com vigência até 2027.
- O acordo previa até 96 funcionários fixos em três turnos, para atender exclusivamente o clube social, mas menos da metade atuava de fato, com dias em que apenas 39 estavam presentes.
- A rescisão foi motivada por auditoria interna que constatou problemas no quadro de empregados.
- A Milclean tem relação com Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol, que foi sócio da empresa até 2021; ele vendeu a participação há cerca de cinco anos.
- O São Paulo pagava cerca de R$ 569.856,20 por mês à Milclean, o que soma aproximadamente R$ 6,8 milhões por ano.
O São Paulo Football Club rescindiu o contrato com a empresa Milclean, especializada em limpeza, encerrando um acordo firmado em 2024 e com vigência até 2027. O clube não detalha os motivos, mas aponta mudanças contratuais após apuração interna.
A parceria previa até 96 funcionários fixos em três turnos, atendendo exclusivamente o clube social. Contudo, auditoria interna identificou que menos da metade chegava a atuar, com registros de apenas 39 trabalhadores em alguns dias.
A Milclean tem sede em Taubaté. Segundo apurações, Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da FPF, já foi sócio da empresa até 2021. Ele vendeu participação há cerca de cinco anos e não teria conhecimento do contrato com o São Paulo.
A gestão de Kristian Giovanni Casares, atual presidente do São Paulo, informou que a dispensa ocorreu no âmbito da rescisão contratual. A Milclean passou a ser controlada por um ex-sócio histórico, após a saída de Bastos.
Pagamentos ao longo do acordo somavam cerca de R$ 569.856,20 por mês, equivalente a aproximadamente R$ 6,8 milhões por ano. O clube não detalha os custos remanescentes ou eventuais multas associadas à rescisão.
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