- Corinthians apresentou notícia-crime ao 52º Distrito Policial de São Paulo contra Adriano Monteiro Alves, ex-diretor administrativo e irmão do ex-presidente Duilio Monteiro Alves, por suposta fraude estruturada e tentativa de estelionato.
- Denúncia aponta uso indevido do nome, marca, estrutura e ativos do clube em tratativas para um acordo comercial relacionado a um sistema de meio de pagamento no aplicativo Universo SCCP com a Plug Financeira.
- A acusação cita influência de Adriano pela função na Comissão de Marketing do Conselho Deliberativo e pela relação familiar com o ex-presidente como justificativa para conferir legitimidade às negociações.
- A queixa descreve suposto aporte de R$ 750 mil à Plug Financeira como sinal, com pagamento que deveria ocorrer à Ervas da Amazônia Ltda., empresa citada na denúncia.
- Adriano nega as acusações à ESPN, que cita possível viés político no caso; a Ervas da Amazônia Ltda. também divulgou nota destacando que não houve contrato assinado nem pagamentos, e que não havia envolvimento político.
Corinthians acionou a Polícia Civil de São Paulo para apurar possível fraude envolvendo o irmão do ex-presidente do clube. O caso foi apresentado como notícia-crime no 52º Distrito Policial, na capital, na última segunda-feira (23). A denúncia envolve Adriano Monteiro Alves, ex-diretor administrativo, e acusações de uso indevido do nome e ativos do clube.
O Ministério Público de São Paulo não é citado neste texto, mas a ação aponta prática de fraude estruturada e tentativa de estelionato por meio de suposto acordo comercial. A acusação envolve a Plug Financeira e uma suposta relação com o aplicativo Universo SCCP, usado pela torcida.
Segundo o documento, Adriano teria exercido influência ao ocupar a Comissão de Marketing do Conselho Deliberativo, usando o vínculo familiar com o ex-presidente para conferir legitimidade às tratativas. A denúncia cita ainda um repasse financeiro antecipado de 750 mil reais.
O Corinthians afirma que o representante da Plug Financeira esteve no Parque São Jorge para tratar do acordo com o então presidente Osmar Stabile. Caberá à polícia apurar a veracidade das alegações e apurar eventuais danos ao clube.
A ESPN teve acesso aos documentos da acusação, que afirmam a existência de três elementos para caracterizar estelionato: uso de fraude, indução ao erro e obtenção de vantagem econômica indevida.
Alegações e defesa
Adriano Monteiro Alves negou as acusações à ESPN, defendendo possível viés político no caso e afirmando que adotará medidas cabíveis para proteger sua honra. A representante da Plug Financeira não comentou de imediato a reportagem, conforme apuração do veículo.
A Ervas da Amazônia Ltda, citada no processo, afirmou que não houve vínculo contratual com o clube e que não houve negociação finalizada. A empresa ressaltou que a minuta apresentada era apenas um documento inicial sem validade jurídica.
Segundo a empresa, as tratativas não evoluíram para contrato, o valor citado não foi recebido e a sócia-administradora, Aldilene Francisca de Moraes, não atua como advogada. A Ervas da Amazônia também destacou que não possui vínculo com disputas internas de clubes.
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