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Do auge da China ao desaparecimento: o que houve com o Guangzhou

Do auge à falência: a queda da patrocinadora Evergrande interrompe o Guangzhou FC, com licença negada e fim das atividades

Felipão (Luiz Felipe Scolari) celebra título do Campeonato Chinês com o Guangzhou Evergrande — Foto: Reprodução/Sina.com
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  • O Guangzhou FC foi fundado em 1954 e, após a compra pela Evergrande no início de 2010, passou a chamar‑se Guangzhou Evergrande, tornando‑se a maior potência do futebol chinês e asiático.
  • O clube contratou estrelas como Felipão, Conca, Paulinho, Barrios e outros, conquistando oito Camponatos Chineses, duas Champions League da Ásia, entre outros títulos, ficando conhecido como “Chelsea da Ásia”.
  • A Evergrande, empresa imobiliária, cresceu muito até assumir dívidas bilionárias; a crise financeira começou a se agravar no fim de 2021, com obras do estádio paralisadas.
  • Em 2021 o clube voltou a se chamar Guangzhou FC para cumprir regras da Associação Chinesa de Futebol, e sem os aportes da Evergrande houve demissões e saída de jogadores-chave.
  • A falência da Evergrande foi decretada em janeiro de 2024 pela justiça de Hong Kong; o Guangzhou não conseguiu cumprir requisitos financeiros e teve a licença para a segunda divisão negada, levando ao encerramento das atividades profissionais.

O Guangzhou FC, campeão chinês por sete vezes seguidas, vivenciou uma trajetória de ascensão meteórica impulsionada pela empresa Evergrande, gigante do setor imobiliário. A virada começou no fim de 2000, quando o clube recebeu aporte financeiro expressivo.

Fundado em 1954 na cidade de Guangzhou, o time passou de coadjuvante a potência continental após ser adquirido pela Evergrande em 2010, por cerca de 100 milhões de yuans. O clube passou a chamar-se Guangzhou Evergrande.

Ascensão ao topo

Sob a gestão de Xu Jiayin, a Evergrande investiu pesado, contratando estrelas como Felipão, Conca, Paulinho e Elkeson. O Guangzhou tornou-se referência no futebol asiático, com oito títulos nacionais e conquistas na Champions League da Ásia.

O time também recebeu treinadores de renome mundial e construiu uma sala de troféus lotada, expandindo sua influência no cenário esportivo. A marca “Chelsea da Ásia” ficou associada ao poder financeiro aplicado ao elenco.

Queda e falência

Atingida por dívidas crescentes de mais de 300 bilhões de dólares, a Evergrande entrou em dificuldades a partir de 2021. Obras do estádio de 100 mil lugares foram interrompidas e o clube perdeu fôlego financeiro.

Em 2021, o Guangzhou FC passou a se chamar apenas Guangzhou FC para não depender de investidores. Sem os aportes, houve demissões e a saída de jogadores-chave, como Ricardo Goulart e Paulinho.

A falência da Evergrande foi decretada pela Justiça de Hong Kong em janeiro de 2024, após a impossibilidade de apresentar um plano de reestruturação. O Guangzhou não cumpriu requisitos da Federação Chinesa e encerrou atividades profissionais.

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