- A seleção feminina de futebol do Irã retornou a Teerã após seis jogadoras e uma treinadora técnica integrarem pedido de asilo na Austrália; duas jogadoras permaneceram no país.
- O regime organizou uma recepção oficial na praça Vali Asr, com milhares de pessoas, apresentando as atletas como patriotas.
- O retorno ocorreu sob forte pressão e ameaças, incluindo para as famílias, após a tentativa de buscar asilo durante a Copa Asiática na Austrália.
- A capitã Zahra Ghanbari informou que voltou por causa da mãe, após orientações recebidas ao longo do processo.
- Apenas Fatemeh Pasandideh e Atefeh Ramezanizadeh permaneceram na Austrália; as demais atletas retornaram ao Irã, e organizações de direitos humanos questionam possíveis represálias futuras.
O retorno da equipe feminina de Irã a Teerã ocorreu nesta quinta-feira, quase três semanas após pressão para que as jogadoras não buscassem asilo. O regime organizou uma cerimônia oficial de acolhimento, em que as atletas foram apresentadas como patriotas. O episódio incluiu seis jogadoras, uma técnica assistente que chegaram a pedir asilo na Austrália, e duas que decidiram permanecer no país.
As jogadoras chegaram de forma discreta a um momento de tensão, após terem solicitado asilo durante a Copa Asiática disputada na Austrália. A renúncia ao asilo ocorreu sob pressão de autoridades iranianas e sob receio de retaliação contra as famílias, segundo fontes próximas às atletas. Entre as que ficaram na Austrália, duas já se integraram ao Brisbane Roar FC, informou a mídia.
Recepção em Teerã
O retorno foi celebrado com milhares de pessoas na praça Vali Asr, onde houve um grande mural com o tema de lealdade à pátria. A Federação Iraniana de Futebol descreveu o retorno como uma decisão patriótica diante de pressões políticas externas. O presidente do parlamento iraniano também elogiou as jogadoras pelo retorno, destacando que não houve sucumbimento à pressão de adversários do país.
Caminho até o país
Durante o trajeto de retorno, as jogadoras enfrentaram diversas dificuldades logísticas provocadas por conflitos regionais. O grupo partiu de Australia e passou por Kuala Lumpur, Omã e Estambul antes de retornar à capital iraniana. As ameaças às famílias continuaram a ser usadas como ferramenta para pressionar a renúncia ao asilo, conforme relatos de organizações de direitos humanos envolvidas no caso.
Situação atual
Entre as atletas que permaneceram na Austrália, Fatemeh Pasandideh e Atefeh Ramezanizadeh foram registradas treinando com o Brisbane Roar FC, conforme fontes locais. Enquanto isso, as demais integrantes retornaram ao Irã, encerrando o episódio de disputa pública sobre o pedido de asilo. O tema expõe a complexa posição das atletas iranianas entre oportunidades internacionais e pressões domésticas.
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