- O empresário André Cury, representante de Yuri Alberto, acionou a Justiça para suspender o RCE do Corinthians por divergências no plano de pagamento, após alegar que o clube declarou R$ 150 milhões a menos na receita.
- A defesa aponta inconsistências na lista de rateio, registros de credores e documentos, solicitando a suspensão dos pagamentos até que as irregularidades sejam sanadas.
- Entre as reclamações, está o uso de R$ 14 milhões transferidos ao RCE de um processo de Cury, com a dívida no rateio indicada como R$ 300 mil; o crédito de Cury não consta no rateio e a dívida total atribuída ao empresário fica em torno de R$ 40 milhões.
- O perito apontou divergência entre a receita informada pelo Corinthians e a movimentação real no caixa, com diferença de cerca de R$ 149,2 milhões, em fevereiro, conforme documentos anexados.
- O administrador judicial pediu que o clube se manifeste sobre as informações e sugeriu usar recursos de vendas de atletas para leilão reverso; caso não haja manifestação, as verbas poderiam entrar no pagamento do mês seguinte.
O empresário André Cury, representante de Yuri Alberto, voltou à Justiça para contestar o plano de pagamento do Corinthians no RCE (Regime de Centralização de Execuções). O protesto ocorreu após a divulgação de uma petição do perito judicial apontando que a receita declarada pelo clube era 150 milhões de reais menor que a real.
A defesa alega inconsistências na lista de rateio, como lacunas de registros, planilhas de credores com dados incorretos e créditos listados que teriam sido suspensos pelo TJ. O pedido é suspender o início dos pagamentos até sanar as falhas identificadas.
A advogada Adriana Cury afirmou que a administradora judicial encontrou divergência relevante entre a receita informada e o fluxo de caixa, além da ausência de documentos analíticos e comprovantes. Dessa forma, a base financeira não é auditável nem confiável.
Cury destacou que não se pode avançar com o rateio diante das divergências e do descumprimento de apresentar documentos exigidos pela decisão que fixou as diretrizes do plano. A ação visa interromper o lançamento de pagamentos.
Entre as queixas, a defesa aponta erro na lista de rateio ao transformar em crédito de Cury o valor de 14 milhões de reais, quando consta apenas 300 mil reais. Também há lançamento de crédito inexistente em nome de outro credor, segundo o perito.
Estimativas apontam que a dívida com o empresário fica em torno de 40 milhões de reais, segundo a defesa, o que sustenta o entendimento de que a lista final não é confiável nem contempla todas as responsabilidades.
O pedido é que o RCE seja suspenso até que as inconsistências sejam sanadas, evitando injustiças e pagamentos com base em informações desatualizadas. O Corinthians deveria ter iniciado a primeira parcela em março.
O RCE prevê pagamento com percentuais variáveis da receita do clube, com mínimo de 4% no primeiro ano, 5% no segundo e 6% a partir do terceiro, além de uma divisão de 30% para credores preferenciais e 70% para credores comuns.
Em petição do perito, o Corinthians foi informado de uma diferença entre as entradas declaradas em fevereiro (64,2 milhões) e o valor efetivo (213,4 milhões). A discrepância total chega a 149,2 milhões de reais.
O administrador judicial solicitou que o clube se manifeste sobre as informações e que disponibilize recursos de vendas de atletas para possível leilão reverso. Caso não haja manifestação, as verbas podem ingressar no pagamento do mês seguinte.
Documents anexados pela perícia indicam saldo bancário do Corinthians em 24 de fevereiro de cerca de 20,26 milhões de reais. O plano de rateio, com dívidas imediatas de aproximadamente 226 milhões, equivale a menos de 700 milhões de reais alvo do processo.
O Corinthians informou à ESPN que ainda não foi formalmente intimado sobre a manifestação e que os valores representam caixa gerencial a ser conciliado com a contabilidade e o administrador judicial.
Fonte: ESPN Brasil.
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