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WNBA fecha acordo histórico com jogadoras e reformula modelo salarial

WNBA firma acordo histórico com jogadoras, vinculando salários à receita, elevando teto e ampliando licença maternidade e planejamento familiar

Caitlin Clark veste camisa com mensagem por salários antes do All-Star Game da WNBA em Indianápolis (Foto: Steph Chambers/Getty Images/AFP)
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  • A WNBA e o sindicato das jogadoras, WNBPA, chegaram a um acordo verbal para um novo contrato coletivo após mais de vinte horas de reuniões em Nova York, na madrugada de quarta-feira (18).
  • O texto ainda precisa ser formalizado e aprovado, mas já é visto como marco histórico pela liga e pelas atletas.
  • O principal avanço é o modelo de remuneração: os salários passam a depender da receita da liga, com expectativa de média acima de US$ 500 mil.
  • O teto salarial pode chegar a US$ 6,2 milhões, com salários máximos individuais acima de US$ 1 milhão já no início do acordo.
  • Além do ganho financeiro, o acordo amplia benefícios como planejamento familiar e licença parental, e busca maior transparência financeira entre atletas e equipes, sem alterações no calendário da temporada.

A WNBA e o sindicato das jogadoras, WNBPA, chegaram a um acordo verbal para um novo contrato coletivo de trabalho, após mais de um ano de negociações. O entendimento foi fechado na madrugada de hoje, em Nova York, ao fim de mais de 20 horas de reuniões ao longo de dois dias. A formalização ainda depende de aprovação, mas já é visto como marco histórico.

O principal avanço é a mudança no modelo econômico da liga. Pela primeira vez, os salários serão vinculados à receita da WNBA, elevando os ganhos das atletas e aproximando a liga de padrões de grandes ligas. A remuneração média deve superar US$ 500 mil, segundo o sindicato.

O teto salarial pode chegar a US$ 6,2 milhões, com salários máximos individuais acima de US$ 1 milhão já no início da vigência. Em comparação, o teto atual fica em torno de US$ 1,5 milhão e salários individuais não passam de US$ 250 mil.

Licença maternidade e planejamento familiar

Além do ganho financeiro, o acordo amplia benefícios fora das quadras, incluindo planejamento familiar e licença parental. As jogadoras também buscaram maior participação no faturamento da liga e maior transparência das informações contábeis das equipes.

O acordo encerra tensão recente entre liga e atletas, que chegou a colocar em risco o calendário da temporada. A comissária Cathy Engelbert afirmou que a abertura da temporada continua marcada para 8 de maio.

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