- A Federação Senegalesa de Futebol anunciará recurso à Corte Arbitral do Esporte (CAS) contra a decisão da CAF que declarou Marrocos campeão da Copa Africana de Nações (CAN).
- A CAF retirou o título do Senegal e registrou o placar da final como 3 a 0 a favor de Marrocos, declarando a seleção senegalesa excluída durante a final.
- A final, realizada em Rabat no dia 18 de janeiro, terminou 1 a 0 para o Marrocos após pênalti nos acréscimos; alguns jogadores senegaleses deixaram o campo temporariamente.
- A federação senegalesa disse que a decisão é injusta e inaceitável, e afirmou que apresentará o recurso ao CAS em Lausanne.
- O caso envolve sanções disciplinares da CAF por incidentes na final e para torcedores; a audiência de apelação foi remarcada para 30 de março.
A Federação Senegalesa de Futebol informou nesta quarta-feira que vai recorrer à Corte Arbitral do Esporte (CAS) contra a decisão da CAF que retirou o título da Copa Africana de Nações (CAN) do Senegal e declarou Marrocos como campeão. O recurso será apresentado em Lausanne, sede do CAS.
A CAF anunciou que a final da CAN, disputada em Rabat, ficou registrada como derrota do Senegal por 3 a 0, após o encerramento da partida com protestos de jogadores senegaleses e torcedores. A decisão depende, agora, de julgamento no CAS em território suíço.
Durante a final, o Senegal venceu por 1 a 0, com o gol decisivo de Pape Gueye na prorrogação. Horas antes, a partida havia sido marcada por intervenção de arbitragem no final do segundo tempo, que gerou polêmica e protestos no gramado.
A federação marroquina afirmou que a medida não questiona o desempenho esportivo, mas requer a aplicação do regulamento. Um precedente similar foi citado por representantes marroquinos, em referência a outra competição africana.
Nessa toada, o comitê disciplinar da CAF impôs sanções a ambas as federações por conduta antidesportiva, com multas ainda a serem definidas, resultando de incidentes ocorridos na final e no comportamento dos envolvidos.
A audiência de apelação, originalmente marcada para 28 de março e envolvendo 18 senegaleses acusados de vandalismo, foi adiada para 30 de março, conforme informações de fontes próximas ao caso.
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