- O treinador Santos Dumont Guimarães, que trabalha com Guto Miguel, afirma que o atleta de 17 anos é um dos melhores juvenis e ocupa a terceira posição no ranking da ITF, atuando já em torneios profissionais como o quali do Masters 1000 de Miami e a chave principal do Rio Open.
- Este ano, ele planeja jogar 80% do circuito profissional, com foco em melhorar o físico e o rendimento nas partidas.
- A preparação inclui trabalho técnico, mental e prospecção de agressividade; o treinador destaca que, quando Guto se mantém concentrado, ele joga em alto nível.
- Na turnê australiana, Guto venceu em Traralgon no J300, mas caiu no Australian Open, com uma panturrilha que não foi o principal problema, e uma bolha no pé que prejudicou o desempenho.
- Fonseca é apontado como inspiração; o contato com o colega ajuda no amadurecimento, com treinamentos conjuntos e troca de experiências entre técnicos.
Santos Dumont Guimarães, treinador de Guto Miguel, afirma que o jovem goiano, de 17 anos, está em transição para o circuito profissional. O trabalho, iniciado aos 13, passa a priorizar a evolução rumo ao nível profissional neste ano. Rio Open foi o palco da conversa com o TenisBrasil.
Guto já figura entre os melhores juvenis do mundo, com a 3ª posição no ranking da ITF. Além das disputas no juvenil, ele entra no quali do Masters 1000 de Miami e na chave principal do Rio Open, buscando experiência em torneios relevantes.
O treinador descreve o planejamento para 2026: jogar 80% da temporada como profissional e manter a preparação para aproveitar oportunidades no circuito. O objetivo é consolidar técnica, físico e mental para enfrentar a nova realidade.
Foco na transição e no preparo
Dumont destaca a diferença entre o tênis juvenil e o profissional, ressaltando a necessidade de um melhor condicionamento físico. Segundo ele, a bola volta mais rápida e os adversários exigem maior intensidade.
Outra meta é manter o foco durante as partidas, especialmente com maior visibilidade midiática. O treinador observa variações de comportamento do atleta conforme o ambiente de torneio e a atenção pública.
Desempenho recente e lições da Austrália
No J300 de Traralgon, Guto venceu em simples e duplas, mas não repetiu o brilho no Australian Open, onde uma lesão na panturrilha afastou-o da chave de duplas e uma bolha no pé dificultou a fase decisiva. Mesmo assim, o período rendeu treinos com grandes nomes.
Dumont aponta a oportunidade de treinar ao lado de Novak Djokovic, o que ocorreu em duas oportunidades. O treinador comenta que Guto manteve o nível técnico durante as sessões, o que chamou a atenção do sérvio e da organização.
Inspiração e parceria entre treinadores
O paulista João Fonseca, já no circuito profissional, é citado como referência para Guto. O trabalho técnico também envolve diálogo entre treinadores, incluindo Guilherme Teixeira, João Zwetsch e Duda Matos, para alinhar estratégias e melhorar o amadurecimento do jovem.
O treinador reforça que a equipe abrange apoio técnico e acompanhamento constante, mantendo foco na formação do atleta sem pressões indevidas. A ideia é construir um caminho sólido para o salto ao profissional.
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