- Alonso abandonou o GP da China na 32ª volta por fortes vibrações que afetaram a sensibilidade das mãos e dos pés; começou na volta 20 em último lugar.
- A Aston Martin enfrenta problema de vibrações ligado ao motor Honda, desde os testes da pré-temporada, dificultando o desempenho dos pilotos e podendo causar danos aos nervos.
- O piloto espanhol criticou o regulamento de energia, chamando o campeonato de “mundial das baterias” e destacando que quatro carros não largaram na China por problemas técnicos.
- Na Austrália, Alonso já havia abandonado após 21 voltas, e o companheiro de equipe Lance Stroll saiu do GP neste domingo por suspeita de problema na bateria.
- A Fórmula 1 retorna ao Japão no dia 27; o intervalo de mais de dez dias deve ajudar a Aston Martin a avançar na solução das vibrações, com suporte da fornecedora Honda.
Fernando Alonso abandonou o GP da China na 32ª volta, ainda no início da metade da prova, por problemas causados pelas vibrações do carro da Aston Martin. O espanhol afirmou que não conseguiria terminar a corrida devido à sensibilidade nas mãos e nos pés, intensificada pelas oscilações do monocoque com o motor Honda.
O piloto de 44 anos relatou que, desde a volta 20, já sentia o desconforto, o que deixou a equipe com a decisão de abandonar a prova. A Aston Martin segue buscando soluções para reduzir as vibrações que afetam o desempenho e a condução dos seus pilotos.
Aston Martin luta com vibrações do motor Honda
A equipe enfrenta um problema de vibrações que persiste desde os primeiros testes de pré-temporada e impacta os GPs iniciais de 2026. Há risco de danos aos nervos das mãos se o problema não for contido.
Na abertura da temporada, na Austrália, Alonso também desistiu após 21 voltas, e Lance Stroll abandonou após o 43º giro. Em Xangai, Stroll saiu da prova ainda mais cedo por suspeita de falha na bateria, sem concluir a corrida.
Comunicado da equipe aponta continuidade dos trabalhos com a Honda para entender e melhorar o carro. A Aston Martin reforça que busca aperfeiçoar o desempenho em todas as áreas com os parceiros de motor.
Críticas ao regulamento de energia
Alonso aproveitou para criticar o novo gerenciamento de energia da Fórmula 1, chamando o campeonato de “mundial das baterias”. Segundo ele, a concentração de tecnologia prejudica o aspecto competitivo quando vários carros enfrentam falhas técnicas logo na largada.
Ao todo, quatro carros não largaram na China devido a problemas técnicos, incluindo Gabriel Bortoleto, da Audi, Alexander Albon, da Williams, e a dupla da McLaren, Norris e Piastri. O episódio é visto como indicativo dos ajustes ainda necessários no regulamento.
Esperança para o Japão
O calendário prevê intervalo de mais de dez dias até a próxima etapa. Os treinos livres do GP do Japão acontecem no dia 27 de março. Alonso acredita que o descanso favorecerá a Aston Martin na identificação das causas das vibrações, com foco na melhoria do isolamento das baterias.
A equipe manterá o desenvolvimento conjunto com a Honda para avançar na solução dos problemas e retomar a competitividade nas próximas corridas.
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