- A Justiça rejeitou a acusação de lavagem de dinheiro contra Andrés Sanchez, apontando ausência de indícios na denúncia.
- A juíza Márcia Mayumi Okoda Oshida decidiu que não há elementos que indiquem ocultação da origem do dinheiro para reinjeção no sistema financeiro formal.
- Em relação a possível crime tributário, fica o entendimento de que irregularidades desse tipo podem ser avaliadas apenas após o término do processo administrativo fiscal, conforme o STF.
- A decisão também alcança Roberto Gavioli, que era diretor financeiro do Corinthians no período da denúncia.
- O Ministério Público de São Paulo investiga irregularidades nas gestões desde 2018, envolvendo ex-presidentes Andrés Sanchez, Duilio Monteiro Alves e Augusto Melo, com foco no uso do cartão corporativo; Sanchez reconheceu uso indevido e devolveu R$ 15 mil, mas há outras despesas citadas, como joalheria e um restaurante em Fernando de Noronha; o Cori recomendou abertura de investigação interna.
A Justiça rejeitou a acusação de lavagem de dinheiro contra Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, e não recebeu a denúncia apresentada contra ele. A decisão foi proferida pela 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores de São Paulo.
A magistrada Márcia Mayumi Okoda Oshida entendeu que não há indícios de ocultar a origem de recursos para reinseri-los no sistema financeiro. Também afirmou que irregularidades tributárias devem ser analisadas apenas após a conclusão do processo administrativo fiscal, conforme o STF.
Roberto Gavioli, atual diretor financeiro do clube à época da denúncia, também foi atingido pela decisão. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) investiga irregularidades nas gestões do Corinthians desde 2018 e envolve ex-presidentes do clube: Andrés Sanchez (2018-2020; 2007-2011), Duilio Monteiro Alves (2021-2023) e Augusto Melo (2024-2025).
Investigação e desdobramentos
O MP apura uso supostamente irregular do cartão corporativo do clube por parte dos ex-dirigentes. Em julho, Sanchez admitiu uso indevido do cartão durante viagem de Réveillon ao Rio Grande do Norte e devolveu R$ 15 mil. O órgão também aponta outras despesas, como em uma joalheria e em um restaurante em Fernando de Noronha.
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