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Promotor que investiga Andrés e Duílio passa 4h30 no Corinthians e reúne papéis

Promotor no Parque São Jorge por 4h30 coleta documentos sobre esquema envolvendo ex-presidentes; Corinthians é apontado como maior vítima.

Entrada da sede do Corinthians, no Parque São Jorge
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  • Promotor Cássio Roberto Conserino ficou aproximadamente 4h30 no Parque São Jorge para acessar documentos das investigações contra Andrés Sánchez e Duílio Monteiro Alves, mas saiu sem tudo completo, não por culpa do Corinthians.
  • Ele disse que houve remessa de documentos relacionados a planilhas que indicavam retirada de dinheiro em espécie; o Corinthians se comprometeu a abrir sigilo bancário e fiscal e entregar a documentação que comprove a retirada em conformidade com a planilha, incluindo R$ 3,5 milhões em pecúnia.
  • O promotor afirmou ter tido acesso a notas do Conselho Fiscal e do Conselho Deliberativo, mas não às notas fiscais que embasaram as aprovações, por não estarem no Corinthians; três pareceres já foram recebidos.
  • Ficou acordado que, em cinco dias, serão entregados os demais documentos e, em dez dias, a documentação bancária que comprove as retiradas, com identificação dos operadores Denilson Grilo e João Odair de Souza.
  • Conserino disse que o Corinthians é a maior vítima e pode pleitear ressarcimento por dano moral; a gestão do clube, representada pelo vice‑presidente jurídico, afirmou transparência e cooperação com as investigações.

O promotor de Justiça Cássio Roberto Conserino esteve nesta quinta-feira no Parque São Jorge, sede do Corinthians, para acessar documentos da investigação que envolve ex-presidentes do clube, Andrés Sánchez e Duilio Monteiro Alves. O objetivo foi obter evidências sobre movimentações financeiras sob suspeita.

Conserino ficou cerca de 4h30 no local, conforme explicou que o tempo não decorreu de falha do clube e sim por questões de acesso a papéis. Ele destacou que houve encaminhamento de documentação sobre adiamento de dinheiro em espécie e a necessidade de sigilo bancário e fiscal.

O promotor informou que o Corinthians se comprometeu a fornecer as informações solicitadas, incluindo o sigilo bancário, para comprovar a retirada de dinheiro conforme planilha já apresentada. A investigação envolve a retirada de R$ 3,5 milhões durante o mandato de Andrés Sánchez.

Além disso, Conserino mencionou a análise de notas de Conselho Fiscal e do Conselho Deliberativo, destacando que algumas peças não estavam disponíveis no clube, mas que há pareceres de 2021, 2024 e 2025, além de documentos de três anos do Conselho Deliberativo.

O promotor explicou que haverá entrega de novos documentos em cinco dias, e de documentação bancária em dez dias, para confirmar a retirada de recursos associada à planilha recebida. Denominados operadores, teriam atuado Denilson Grilo e João Odair de Souza.

Relembre a denúncia do Ministério Público

O Ministério Público de São Paulo denunciou Andrés Sánchez e Roberto Gavioli por crimes ligados aos cartões corporativos entre agosto de 2018 e dezembro de 2020. O MP cobra ressarcimento de mais de R$ 480 mil, além de danos morais e materiais ao clube.

Na prática, a Justiça já tornou Duilio Monteiro Alves réu por apropriação indébita, referente a gastos entre 2021 e 2023 com itens como hotéis, cabeleireiro, freeshops, loja náutica e restaurantes, sem relação com a função presidencial.

A denúncia aponta que Duilio totalizou R$ 41.822,62 em compras pelo cartão corporativo, com valores já corrigidos. O MP também cobra R$ 31.366,96 a título de danos materiais ao Corinthians.

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