- A declaração do ministro dos Esportes do Irã de que não disputará a Copa do Mundo de 2026 gerou incerteza sobre a participação da seleção, faltando três meses para o torneio.
- Gianni Infantino disse que o Irã seria bem-vindo ao Mundial, mas o governo iraniano, via seu Ministério, negou a participação após o debate internacional.
- A Fifa está monitorando a situação e pode adiar decisões até o congresso da entidade, marcado para 30 de abril em Vancouver, caso o conflito persista.
- Se o Irã desistir, a vaga seria preenchida por um país da AFC, com o Iraque sendo o principal candidato, desde que vença a repescagem intercontinental no México em 31 de março.
- O Iraque enfrenta dificuldades logísticas devido ao conflito no Golfo, incluindo impedimentos de viagem e vistos, o que pode atrasar o andamento da repescagem.
A imprensa acompanha a possibilidade de o Irã abrir mão de sua vaga na Copa do Mundo de 2026, em meio a um conflito no Oriente Médio que se intensifica nas últimas semanas. O alerta ganhou força após o ministro dos Esportes do Irã sinalizar que a seleção pode não disputar o torneio.
Mehdi Taj, dirigente da FFIRI, afirmou que o cenário ficou particularmente delicado após ataques recentes, o que elevou o ceticismo sobre a participação iraniana. A FIFA, por sua vez, informou que monitora a situação, sem tomar decisões até o momento.
Mesmo com o diagnóstico menos otimista inicialmente, Gianni Infantino manteve otimismo público de que o Irã seria bem-vindo ao Mundial, conforme tivessem condições estáveis para disputar o torneio. A posição do presidente da FIFA contrastou com o veto expresso pelo governo iraniano.
A decisão final sobre a participação depende de autoridades iranianas, já que a FFIRI está sob o controle governamental. Enquanto isso, o futuro da equipe não está decidido e pode depender de mudanças políticas no Irã nas próximas semanas.
Caso o Irã desista da Copa de 2026, a vaga deve ser preenchida por um país da AFC. O Iraque surge como o principal candidato, caso vença a repescagem intercontinental contra Bolívia ou Suriname, marcada para 31 de março em Monterrey, no México.
Entretanto, o Iraque enfrenta entraves logísticos: jogadores não conseguem viajar para Monterrey por vistos mexicanos e o acesso ao espaço aéreo do país permanece restrito até, pelo menos, 1º de abril. O treinador Graham Arnold pediu adiamento da repescagem, mas a FIFA não se pronunciou.
A FIFA mantém o calendário sob avaliação, sem tomar uma decisão até o congresso da entidade, marcado para 30 de abril, em Vancouver. A repescagem de 31 de março pode influenciar o desenrolar, mas decisões definitivas devem aguardar esse desfecho.
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