- A FIA pode mudar regras de uso de energia após o circuito de Xangai, em meio à adaptação dos carros da temporada de 2026.
- Gabriel Bortoleto e Lando Norris dizem que cada etapa funciona como laboratório para entender o novo comportamento dos monopostos, com a Mercedes sendo referência atual na visão de Norris.
- O Circuito Internacional de Xangai, com retas longas e curvas rápidas, pode alterar o padrão de disputas observadas em Melbourne; a gestão de energia continua central.
- Dentre os aspectos técnicos, destacam-se desafios de recarga de baterias, lift and coast, super clipping e a necessidade de gerenciar potência durante a volta; a FIA abriu cinco segundos extras no início da corrida para aumentar a rotação do motor.
- Houve preocupações com segurança, como a primeira volta em Melbourne envolvendo Colapinto e Lawson, e pilotos relatam que algumas voltas começaram com pouca carga de bateria.
Gabriel Bortoleto e Lando Norris destacam que a temporada 2026 da Fórmula 1 continua sendo um laboratório para entender a nova geração de carros, com foco na gestão de energia. Os pilotos afirmaram que cada etapa oferece aprendizados sobre ajustes de potência, eficiência e estratégia, elementos que podem definir a disputa por pontos ao longo do campeonato.
A aproximação do GP da China, no Circuito Internacional de Xangai, intensifica a análise: o traçado chinês possui retas mais longas e curvas mais rápidas, o que muda o comportamento dos carros em comparação com Melbourne. No Grande Prêmio da Austrália houve mais de 120 ultrapassagens, reflexo da gestão de baterias e das novas regras técnicas.
Bortoleto ressaltou que ainda haverá muito a aprender durante o fim de semana em Xangai, com configurações que dificilmente ficarão 100% definidas antes da classificação. Norris, por sua vez, elogiou a Mercedes como referência atual e afirmou que a equipe está mais próxima do topo, exigindo evolução em todas as áreas, não apenas na unidade de potência.
O britânico também observou que a nova geração de carros impõe uma mudança no estilo de pilotagem, com a necessidade de gerenciar a energia ao longo de cada volta. Segundo Norris, isso significa reaprender a pilotar em vários aspectos, mantendo como vantagem a capacidade de administrar a bateria de forma eficiente.
Entre os principais efeitos técnicos da temporada, destaca-se o desafio da recarga das baterias. A recuperação de energia, normalmente feita via lift and coast, sofre em circuitos com menos zonas de frenagem e retas curtas, como é o caso de Xangai. Em alguns momentos, o modo de ultrapassagem entrega potência extra, mas a recuperação ainda é limitada, o que pode impactar o desempenho ao longo da volta.
A FIA adotou, após o GP da Austrália, novo procedimento de largada que concede cinco segundos adicionais para aumentar a rotação do motor antes da prova. Mesmo assim, a volta de apresentação nem sempre recarrega as baterias de forma suficiente, aumentando a preocupação com a disponibilidade de energia no início das corridas.
Casos de segurança também ganharam atenção após a abertura da temporada. Na primeira volta em Melbourne, Franco Colapinto escapou de uma colisão com Liam Lawson, da Racing Bulls, que enfrentou dificuldades para arrancar. O episódio levou a discussões sobre o equilíbrio entre desempenho e proteção dos envolvidos.
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