- A temporada de 2026 traz uma revolução: carros menores, mais leves, com aerodinâmica ativa e uso de combustível sustentável, além de um design de motores reestruturado para ~50% de energia elétrica e 50% de combustão.
- Serão 24 corridas em cinco continentes, com seis grandes prazos no formato Sprint e calendário reorganizado para reduzir deslocamentos.
- O grid terá 11 equipes, com Cadillac estreando e Audi entrando via Sauber; Ford passa a fornecer motores para a Red Bull Racing.
- Novos termos entram no vocabulário da F1, como Overtake Mode, Boost Mode, Active Aero e Recharge, que ajudam a explicar as ferramentas aos pilotos.
- A temporada começou com testes em Barcelona e no Bahrein, com a largada oficial marcada para o Grande Prêmio da Austrália no domingo, 8 de março, com pilotos elogiando o novo comportamento dos carros.
A Fórmula 1 entra em uma nova era em 2026, com mudanças profundas nos carros, motores e regulamentos. A temporada terá 24 etapas, transmissão em cinco continentes, e formato de Sprint em seis corridas. O objetivo é aumentar a performance, reduzir deslocamentos e tornar a categoria mais sustentável.
Dirigentes descrevem a revolução como a mais significativa em décadas, com motores, aerodinâmica e combustível 100% sustentável. O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, fala de um novo capítulo, com novas equipes e a próxima geração de carros.
A pré-temporada teve três blocos de testes, sendo o primeiro observado em Barcelona, no fim de janeiro. Os testes seguintes ocorreram no Bahrein, em fevereiro. A largada do mundial está marcada para a Austrália no dia 8 de março.
Grid de 11 equipes
A temporada 2026 traz novidades e continuidade. A Cadillac estréia como nova equipe, liderada por Graeme Lowdon, com Valtteri Bottas e Sergio Perez. A Sauber passa a ser equipe oficial da Audi, com o brasileiro Gabriel Bortoleto. Ao todo, 11 times compõem o grid, incluindo McLaren, Mercedes, Red Bull, Ferrari, Williams, Alpine, Aston Martin e Haas.
A Red Bull passa a usar motores Ford já em 2026, enquanto a Ferrari, a Mercedes e a McLaren mantêm seus pilotos de referência e pilares técnicos. A Haas, a Williams e a Alpine tentam reagir às mudanças técnicas que redesenham o desempenho do pelotão.
Alterações técnicas
Os carros tornam-se menores, mais leves e com menos downforce, cerca de 30 quilos a menos. A aerodinâmica ativa substitui parte do efeito solo, aumentando a variedade de estratégias. As rodas seguem com 18 polegadas, mas com larguras reduzidas. A meta é 50% de energia proveniente de motor a combustão e eletricidade.
O motor tem MGU-H eliminado e MGU-K com potência elevada, ampliando recuperação de energia. O combustível passa a ser sustentável, mantendo o nível de desempenho. O objetivo é oferecer maior protagonismo ao piloto na gestão de energia durante asstints.
Novos termos e percepção dos pilotos
Entre os termos técnicos, surgem conceitos como Overtake Mode, Boost Mode, Active Aero e Recharge, todos ligados ao gerenciamento de energia e aerodinâmica. A linguagem da F1 foi atualizada para facilitar a compreensão do público.
No torodromo, pilotos participaram do primeiro contato com os carros de 2026 em Barcelona. Lando Norris descreveu o novo modelo como divertido, com mais potência e menos aderência. Oscar Piastri considerou o desafio sustentável, mas dentro do esperado.
Lewis Hamilton destacou menor downforce, mas avaliou o carro como mais agradável de guiar. George Russell elogiou a força das novas unidades e as velocidades nas retas em Barcelona. As avaliações ressaltam equilíbrio entre desempenho, tecnologia e sustentabilidade.
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