- Aston Martin teme ficar de fora da classificação e da corrida no GP da Austrália após treino ruim, com o chefe de equipe Adrian Newey destacando o risco agravado por vibração no motor Honda e problemas de bateria.
- Alonso poderia completar apenas 25 voltas e Stroll, 15, bem abaixo das 58 voltas da prova em Melbourne.
- A equipe chegou a Melbourne com quatro baterias, mas duas apresentaram condicionamento ou falha, deixando apenas duas unidades operacionais.
- Não há baterias adicionais disponíveis do fabricante Honda, o que amplia a incerteza sobre a participação na prova.
- Newey disse que não há solução rápida para a vibração e que pode levar várias corridas até que o carro consiga completar uma distância de prova; a situação segue incerta para a equipe.
Aston Martin enfrenta ainda mais dificuldades após a quarta-feira de treinos livres no GP da Austrália, em Melbourne, com o team principal admitindo que há receios de não conseguir participar da classificação nem da corrida no circuito de Albert Park. O problema central envolve uma vibração severa no motor Honda, que pode colocar os pilotos em risco de danos no nervo ao volante.
Conforme Adrian Newey explicou em coletiva de imprensa, Fernando Alonso acredita que conseguiria apenas 25 voltas, enquanto Lance Stroll teria capacidade de 15 voltas, muito abaixo das 58 voltas da corrida em Melbourne. A gravidade da situação abriu a possibilidade de os carros não completarem o fim de semana.
A equipe chegou ao circuito com apenas quatro baterias para a unidade híbrida, e dois itens já apresentaram problemas de condicionamento ou comunicação. Com isso, restariam apenas duas baterias operacionais, um cenário considerado “muito assustador” por Newey, que sinalizou incerteza sobre a participação de duas carros na prova.
Além disso, Newey informou que não há baterias substitutas disponíveis por parte da Honda, que não pode enviar unidades extras. O revés ocorre após apenas uma sessão de treinos em Melbourne, quando Alonso não chegou a andar por conta do problema, e Stroll completou apenas três voltas antes de abandonar o carro.
Na segunda sessão, as Aston Martin guiaram com as baterias intactas, mas com ritmo comprometido e voltas curtas. Newey afirmou que não há solução rápida para o problema de vibração, sugerindo que várias corridas podem passar sem que o carro consiga completar uma distância de prova.
O dirigente ainda revelou que a Aston Martin desconhecia a composição do time da Honda no momento do acordo com o fabricante. A Honda retornou à F1 no final de 2022, mas parte da equipe original foi desfeita e muitos integrantes ingressaram no projeto da Aston Martin, o que gerou entraves de conhecimento entre as partes.
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