- Em 2026 a Fórmula 1 passa por uma reforma completa: carros menores, mais leves e com aerodinâmica ativa, substituindo o DRS fixo.
- Os carros ficam mais curtos e pesam 30 kg a menos (peso mínimo de 770 kg), com entre-eixos encurtado em 200 mm e largura reduzida, tornando-os mais ágeis e desafiadores de pilotar.
- Saem os túneis de de‑downforce pesados e o arrasto é reduzido em até 40%, com o fim da force descendente tradicional para favorecer velocidades de linha reta.
- Surge o modo de ultrapassagem, sem DRS, que permite usar potência extra para atacar até 337 km/h quando o piloto está a menos de 1 s do veículo à frente; há modos Overtake e Boost e nova forma de recarregar a bateria.
- Gabriel Bortoleto fará sua estreia pela Audi; o grid ainda ganha Cadillac, com Pérez e Bottas, além de outros duelos. O calendário da temporada 2026 terá 24 etapas, começando em Melbourne (5 a 8 de março) e terminando em Abu Dhabi (4 a 6 de dezembro).
A Fórmula 1 entra em 2026 com um regulamento considerado um reset, que busca devolver protagonismo ao piloto e tornar cada volta uma decisão estratégica mais acerta. O objetivo é reduzir o tamanho dos carros, aumentar a exigência técnica dos pilotos e mudar o cenário de ultrapassagens.
Os carros serão menores, mais leves e com desenho mais próximo do agile. O peso mínimo cai de 800 kg para 770 kg, e o entre-eixos reduz 20 cm, além de 5 cm de largura e 15 cm a menos no piso. A ideia é tornar a condução mais desafiadora.
A aerodinâmica muda significativamente com o fim dos DRS fixos. Pase a asa traseira continuará móvel, e entra o conceito de asas ajustáveis para diferentes trechos, aumentando a necessidade de gerenciamento de velocidade e pressão.
Novo modo de ultrapassagem
Sem o DRS, surge o Modo de Ultrapassagem, que usa impulso elétrico para chegar a 337 km/h quando o piloto está a menos de 1 segundo do adversário. A decisão de atacar pode ocorrer em curvas ou em retas, de forma estratégica.
Além disso, há o Boost Mode e novas formas de recarregar a bateria, exigindo maior planejamento energético durante cada volta. Pilotos e equipes precisarão dominar o gerenciamento de energia com precisão.
Impacto técnico e expectativa
Os túneis de efeito de solo serão eliminados, reduzindo a força descendente entre 15% e 30% e o arrasto em cerca de 40%. A combinação deve permitir maior velocidade em linha reta, exigindo agilidade dos pilotos.
Pneus continuam com 18 polegadas, mas ficam mais estreitos: 25 mm na frente e 30 mm atrás, reduzindo peso não suspenso e arrasto. Essas mudanças devem influenciar a estratégia de pneus em cada corrida.
Gabriel Bortoleto e o cenário de 2026
Gabriel Bortoleto faz a estreia pela Audi ao lado de Nico Hülkenberg. O grid traz também Cadillac com Pérez e Bottas, e novas duplas como Lindblad na Racing Bulls e Hadjar na Red Bull. A performance inicial é considerada incerta.
A avaliação de especialistas aponta para uma temporada de adaptações. A abertura, na Austrália, deve revelar o equilíbrio entre inovação regulatória e competitividade entre equipes dominantes. O desempenho de cada piloto será observável ao longo das primeiras provas.
Panorama de favoritos e expectativa
A leitura inicial indica Mercedes em posição de vantagem com Russell e Antonelli. Ferrari, McLaren e Red Bull aparecem como incôgnitas a serem confirmadas na pré-temporada. Verstappen não expressou entusiasmo claro nos testes iniciais.
Sobre o retorno de Hamilton, analistas veem dificuldade de recuperar o domínio anterior. A aposta é de que 2026 possa ser um ano decisivo para avaliar a evolução de Hamilton na Ferrari e o novo pacotelo de equipes.
Calendário e novas atrações
A temporada mantém 24 etapas, com grandes circuitos como Melbourne, Xangai, Suzuka, Mônaco, Silverstone e Interlagos no Brasil. A organização visa manter o ritmo de competição e explorar o novo regulamento desde a primeira corrida.
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