- Carros menores, mais leves: na temporada de dois mil e vinte e seis, a distância entre eixos diminui, a largura e o piso reduzem e o peso mínimo cai para 770 kg.
- Menos downforce e fim do DRS: os túneis de efeito de solo são removidos, o arrasto diminui e não haverá mais o Drag Reduction System.
- Aerodinâmica ativa e novos modos: passam a existir aerodinâmica ativa, com o modo de ultrapassagem e o Boost Mode aumentando a potência em momentos estratégicos.
- Pneus mais estreitos: rodas de 18 polegadas permanecem, com pneus 25 mm mais estreitos na frente e 30 mm na traseira.
- Regras exigem mais estratégia e energia: maior dependência de gerenciamento de energia e de decisão tática dos pilotos para atacar e se defender durante as corridas.
A partir deste final de semana, a Fórmula 1 inicia uma nova era com mudanças profundas nas regras e no desenho dos carros. O objetivo, segundo a FIA, é deixar a competição mais competitiva, segura e sustentável. As novidades incluem menor downforce, fim do DRS e a introdução de novos mecanismos de ultrapassagem.
Entre as mudanças, a aerodinâmica será mais exigente para os pilotos, com uso ampliado de sistemas ativos. Além disso, novas formas de impulsionar o desempenho durante a prova prometem exigir planejamento estratégico mais apurado. As alterações devem impactar desde a fase de desenvolvimento de cada veículo até a condução em pista.
Carros menores e mais leves, com menos downforce, devem proporcionar velocidade maior em linha reta. O regulamento também prevê a retirada de túneis de efeito de solo, reduzindo a força descendente, além de uma queda de peso mínimo. O fim do DRS abre espaço para as chamadas inovações aerodinâmicas em cada curva.
Mudanças técnicas e impactos
A redução de downforce, entre 15% e 30% nos túneis de efeito de solo, ocorre junto com uma queda de até 40% no arrasto. Com isso, a traseira dos carros passa a ficar mais estável em velocidades elevadas, exigindo manejo mais preciso.
O DRS será substituído por novas asas móveis, capazes de alternar entre configurações de alta e baixa pressão. O objetivo é tornar as ultrapassagens mais dependentes de estratégia, não apenas de zonas de detecção.
O novo modo de ultrapassagem permite que o piloto utilize potência extra quando está a menos de 1 segundo do adversário, com picos de velocidade que podem chegar a cerca de 337 km/h. Diferentemente do DRS, ele pode ser acionado de forma estratégica ao longo de uma volta.
Especificações adicionais
Os carros passarão a ter 200 mm a menos entre eixos, 100 mm de redução na largura total e 150 mm a menos de largura do piso. O peso mínimo cai de 800 kg para 770 kg, buscando melhorar a agilidade e a resposta do veículo.
Os pneus manterão o aro de 18 polegadas, porém ficarão mais estreitos: 25 mm a menos na frente e 30 mm na traseira, reduzindo o peso não suspenso e o arrasto.
Perspectivas para a temporada
Especialistas destacam que as mudanças são de efeito imediato, mas os resultados técnicos ainda serão observados nas primeiras provas. Pistas, estratégias de corrida e estilo de pilotagem vão evoluir conforme os pilotos se ajustem aos novos parâmetros.
A Fórmula 1 mantém o foco em melhorar a competição, mas o debate sobre a efetividade das mudanças segue aberto entre equipes, pilotos e fãs. Resta acompanhar como cada equipe explorará as novas regras em 2026.
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