- Segundo o Transfermarkt, desde 2005 clubes brasileiros gastaram 371 milhões de euros em 100 jogadores argentinos, o que corresponde a cerca de R$ 2,26 bilhões.
- O valor investido é maior do que o Flamengo faturou no ano anterior, aproximadamente R$ 2,1 bilhões.
- O Fluminense contratou Castillo por R$ 52 milhões, tornando-o o atacante argentino mais caro da história do clube.
- Entre jogadores com custo superior a 5 milhões de euros, alguns tiveram sucesso (Almada, Tevez, Mascherano, Flaco López, Pratto, Sorín, Montillo, Zaracho) e outros não atenderam às expectativas.
- Em faixas entre 3 e 5 milhões de euros, houve poucos casos de bom custo-benefício; abaixo de 3 milhões, surgiram alguns bons negócios (Calleri, Barcos, Guiñazú, Vegetti, Lucero, Kannemann), mas também houve fracassos como Vera, Scocco, Centurión, Defederico, Abila e Allione.
Se apenas o futebol entrasse no balanço comercial entre Argentina e Brasil, o cenário seria favorável aos clubes brasileiros. Segundo o Transfermarkt, desde 2005, quando o Corinthians pagou forte soma pela contratação de Tevez, os clubes do Brasil gastaram 371 milhões de euros em 100 jogadores argentinos. Esse volume atualiza para aproximadamente R$ 2,26 bilhões, valor superior ao faturamento recorde do Flamengo no ano anterior.
O último caso citado pelo relatório é o atacante Castillo, contratado pelo Fluminense junto ao Lanús por cerca de R$ 52 milhões, tornando-se o jogador mais caro da história do tricolor carioca. A soma total representa uma expressiva saída de recursos para contratar jogadores argentinos nos últimos 20 anos.
Entretanto, o Transfermarkt não registra negociações de jogadores brasileiros contratados por clubes argentinos nesse mesmo período, o que aponta uma assimetria nas movimentações entre os dois mercados.
Balanço: resultados em números e nomes
Entre os atletas que custaram pelo menos 5 milhões de euros, há um grupo misto. Sucessos de impacto imediato ou tardio aparecem em nomes como Almada, Tevez, Mascherano, Flaco López, Pratto, Sorín, Montillo e Zaracho. Outros investimentos não atingiram os objetivos esperados ou ainda não justificaram o custo.
Na faixa intermediária (3 a 5 milhões de euros), o conjunto de casos positivos é menor. Nacho Fernandez, Garro e D’Alessandro aparecem entre os raros acertos, enquanto outros, como Fausto Vera, Scocco, Centurión, Defederico, Abila e Allione, são lembrados como exemplos de insucesso relativo.
Baixa soma, bons negócios aparecem
Nos valores abaixo de 3 milhões de euros, surgem várias experiências consideradas boas para os clubes brasileiros, com jogos que apresentaram desempenho sólido e custo baixo. Calleri, Barcos, Guiñazú, Vegetti, Lucero e Kannemann figuram entre os nomes citados como exemplos positivos dentro dessa faixa.
O conjunto de dados demonstra que o jogador argentino costuma oferecer opções diversas, com boa parte de negócios eficientes em termos de custo-benefício, embora haja casos de alto investimento que não justificaram o gasto.
Conclusão técnica
O panorama apresentado pelo Transfermarkt aponta uma realidade de alto fluxo de recursos Brasil-Argentina no futebol, com resultados variados. O desempenho positivo não é uniforme e depende de cada operação, da adaptação do atleta ao clube e à liga. O histórico indica uma pluralidade de cenários, desde acordos de alto valor até negociações mais modestas que renderam retorno significativo.
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