- A temporada 2026 da Fórmula 1 começa neste domingo no GP da Austrália, em Melbourne, com os carros mostrando o potencial dos favoritos.
- O tabu de quase 30 anos segue: desde 1997, quando Jacques Villeneuve foi campeão, nenhum piloto fora da Europa ergueu o título mundial.
- O último a tentar quebrar o tabu foi o australiano Oscar Piastri, que liderou o Mundial no ano passado, mas terminou em terceiro.
- O grid tem apenas sete pilotos de fora da Europa; Brasil, Argentina, México e Canadá representam as Américas, junto com Nova Zelândia (Oceania) e Tailândia (Ásia).
- O Brasil é o país fora da Europa com mais títulos na F1, totalizando oito conquistas, atrás apenas de Reino Unido e Alemanha.
O GP da Austrália abre a temporada 2026 da Fórmula 1 neste domingo, em Melbourne, no circuito de Albert Park. A prova marca o retorno do campeonato a uma pista tradicional, com o foco nos pilotos que buscarão romper um tabu de quase 30 anos: o título continua vencido apenas por europeus desde 1997.
Na linha de frente, o grid mantém forte presença europeia, mas registra tentativas de especialistas de outras regiões. Além de Oscar Piastri, australiano que liderou parte do Mundial anterior, o elenco conta com representantes da América do Sul, da América do Norte, da Oceania e da Ásia.
A estatística vem sendo discutida há meses. Desde Jacques Villeneuve, campeão em 1997, nenhum piloto fora da Europa faturou o campeonato. Os britânicos, holandeses e outros europeus dominam a disputa há décadas, alimentando o debate sobre o acesso de talentos de outras regiões.
Entre os não europeus, aparecem Gabriel Bortoleto pelo Brasil, Franco Colapinto pela Argentina, Sergio Pérez pelo México e Lance Stroll pelo Canadá. Da Oceania, figurarão Piastri e Liam Lawson; da Ásia, Alex Albon representa a Tailândia.
Bortoleto ressaltou que a estatística chama atenção, mas não surpreende pela necessidade de base de formação europeia. Segundo o piloto, o alto nível de competição desde o kart até as categorias de base na Europa cria vantagem clara para quem chega à F1.
- A Europa concentra a competição desde o kart, com nível superior, o que dificulta a chegada de pilotos de outras regiões, afirmou Bortoleto. O caminho envolve treinos, equipe e estrutura semelhantes aos que os europeus já vivem há anos.
Historicamente, o Brasil é o segundo país fora da Europa com mais títulos na F1, atrás apenas de Reino Unido e Alemanha, totalizando oito conquistas por meio de Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna. Essa tradição reforça o orgulho nacional na modalidade.
A temporada de 2026 configura assim um momento de tentativa de mudança no panorama da Fórmula 1, com novos talentos disputando espaço charack, mas enfrentando a hegemonia histórica de pilotos europeus no topo do esporte.
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