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Ex-chefão da F1 afirma que título não se compra e cita pena da Aston Martin

Ecclestone comenta crise da Aston Martin antes da temporada; alerta que título não se compra e cita o jejum da Ferrari, com risco de abandonar GP da Austrália

Bernie Ecclestone foi CEO da Fórmula 1 por quatro décadas — Foto: Getty Images
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  • Bernie Ecclestone afirmou que título mundial não se compra e disse sentir pena de Lawrence Stroll diante da crise da Aston Martin antes da temporada.
  • Em entrevista ao Blick, ele comparou a situação da Aston Martin à Ferrari, que passa por jejum de dezoito anos, destacando que sempre há uma peça faltando no caminho ao título.
  • A equipe liderada por Stroll investiu bastante, mas enfrenta problemas com o motor Honda e com a disponibilidade de peças, impactando os testes.
  • Fernando Alonso e Lance Stroll tiveram pouco tempo de car e, no Bahrein, a Aston Martin ficou com poucas voltas em pista, após apenas um dia de atividade em Barcelona.
  • O time chegou a cogitar abandonar o GP da Austrália na abertura do campeonato, com planos de recolher os carros após poucas voltas.

Bernie Ecclestone afirmou que o título mundial de Fórmula 1 não se conquista apenas com investimento e citou o jejum de 18 anos da Ferrari para comentar a crise da Aston Martin, líderada por Lawrence Stroll. A declaração foi dada ao jornal suíço Blick.

O ex-chefe da F1 ressaltou que, mesmo com estrutura forte, pilotos de ponta e recursos, o título depende de vários elementos que se alinham. Ecclestone disse sentir pena de Stroll diante do momento conturbado da equipe britânica.

Aston Martin enfrenta dificuldades técnicas com o motor Honda e com a disponibilidade de peças desde os testes de pré-temporada. A equipe participou de apenas um dia de atividades em Barcelona e teve o menor número de voltas no Bahrein.

Entre os pilotos da escuderia, Fernando Alonso e Lance Stroll tiveram pouco tempo de uso dos carros na pista, agravando a situação antes do início do campeonato. O atraso técnico indica necessidade de ajustes significativos.

O drama levou a rumores de que a Aston Martin cogita abandonar o GP da Austrália, a abertura da temporada de 2026. Segundo o jornal Autosport, a equipe avaliou a participação mínima na corrida, com planos de retirar os carros após poucas voltas em Melbourne.

O GP da Austrália marca a estreia da temporada, com a presença de uma nova equipe, a Cadillac, e a implementação de novos regulamentos. A prova está marcada para as 1h (horário de Brasília) de domingo, com transmissão pela televisão aberta e por plataformas digitais.

Altos investimentos foram realizados pela Aston Martin nos últimos anos, incluindo a contratação de Adrian Newey como chefe de equipe para 2026. A situação contrasta com o histórico de longa busca por títulos de outras equipes de grande tradição na F1.

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