- Em outubro de 2024, torcedor cruzeirense José Victor Miranda morreu após emboscada da torcida do Palmeiras na rodovia Fernão Dias; mais de quinze pessoas ficaram feridas e dezenas foram presas.
- A família da vítima abriu série de ações judiciais contra diversas partes, incluindo a CBF, o Palmeiras, a Federação Paulista, a concessionária da Fernão Dias e o Estado de São Paulo, com valores elevados.
- A CBF classifica a atuação como desleal, farsesca e de má-fé, pediu à Justiça que extinga as ações e imponha multa às partes.
- A defesa da família contesta as acusações da CBF, alegando omissão da confederação e responsabilidade na regulação e prevenção de confrontos entre torcidas.
- A ESPN não conseguiu contatos imediatos com a defesa da vítima; novo posicionamento será divulgado se houver manifestação, e o caso segue sob investigação.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) criticou a família de José Victor Miranda, torcedor do Cruzeiro morto em outubro de 2024, em uma emboscada promovida pela organizada do Palmeiras. A ação foi recebida como desleal e abusiva pela entidade, que pediu à Justiça do Rio a extinção do processo e multa por má-fé.
Segundo a CBF, as expressões usadas nos autos visavam questionar a estratégia processual, não o mérito do caso. A defesa da CBF classificou as ações como ardilosas e afirmou que o conjunto de processos não representa uma demanda legítima, mas uma tentativa de obter indenizações elevadas.
A confederação disse ainda que houve distribuição de ações idênticas a diferentes réus, com valores que superam 20 milhões de reais apenas em relação ao Palmeiras. Alega que a estratégia visava dividir o litígio para atrasar decisões e ampliar ganhos de um escritório.
Mudança de tema: detalhamento dos atos citados
A CBF apontou que a defesa da família moveu dezenas de ações semelhantes em várias instâncias pelo país contra órgãos e entidades, além do Palmeiras. Alega fracionamento do litígio e uso de narrativas comuns com o objetivo de dificultar uma visão global do caso.
A entidade afirmou que não tem responsabilidade pela logística de deslocamento de torcidas ou pela coordenação de ações fora do calendário das competições. Também destacou que o episódio ocorreu fora de estádios e envolve condutas de terceiros investigadas pelas autoridades.
Reação das partes e contexto adicional
Os familiares de José Victor Miranda contestaram as acusações, dizendo que as alegações são improcedentes e desrespeitosas. Disseram que a ação foi baseada em fatos, provas e fundamentos jurídicos para buscar reparação pelos danos sofridos.
Eles sustentam que a CBF tem responsabilidade na regulamentação da segurança das torcidas e na prevenção de confrontos. A família acusa omissão por parte da confederação, que, segundo eles, poderia ter adotado medidas para coibir episódios de violência.
A ESPN tentou contato com a defesa da vítima para comentários adicionais. O caso envolve a morte de José Victor Miranda, além de ferimentos a outros torcedores, após a emboscada de integrantes da torcida Mancha Verde, ocorrida na rodovia Fernão Dias, em Mairiporã (SP), em 27 de outubro de 2024. Mais de 20 integrantes da organizada foram detidos na ocasião.
Nota de acompanhamento
A publicação destaca que o Ministério Público de São Paulo informou detalhes sobre os ataques e as agressões ocorridas, que resultaram nos ferimentos e em uma fatalidade. A CBF manteve, em nota à ESPN, que não houve intenção de minimizar a dor, apenas questionar a estratégia processual adotada.
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