- Medvedev defende calendário mais enxuto, com apenas quatro Grand Slams e onze Masters 1000, mantendo outros torneios sem contribuir com pontos no ranking.
- Para reduzir o circuito, o russo diz que é necessário eliminar torneios menores, mas isso não deve ocorrer por questões de licenças e recursos da ATP.
- Ele aponta que, no formato atual, a redução do calendário é improvável enquanto ele jogar, citando limitações financeiras e de licenças.
- Medvedev ressalta que, mesmo com menos torneios obrigatórios, alguns jogadores precisam competir para estar em eventos como Turim, mesmo que não sejam obrigatórios.
- O jogador relembra ter disputado sete torneios seguidos no ano passado e afirma que, sem pontos nos torneios menores, a decisão de competir seria mais simples.
Daniil Medvedev voltou a falar sobre o calendário do tênis durante sua participação no ATP 500 de Dubai, nos Emirados Árabes. O russo defende um desenho bem mais enxuto, com menos torneios e pontos, mantendo apenas os Grand Slams e os Masters 1000. Ele acredita que, assim, o circuito ganharia em clareza e organização, mas admite entraves para qualquer mudança.
Para Medvedev, a redução do calendário só seria possível se houvesse eliminação dos torneios menores. Ele aponta que as licenças atuais e a necessidade de manter receitas fariam a ATP perder dinheiro caso menos eventos existissem. O jogador também sugeriu manter alguns torneios menores sem atribuição de pontos no ranking.
O ex-número 1 do mundo explicou ainda que, com o circuito atual, mudanças estruturais são improváveis enquanto ele estiver competindo. Citou Holger Rune, que precisou jogar em torneios menos relevantes para cumprir compromissos, mesmo quando lesionado, como exemplo dos impactos de calendário.
Medvedev lembrou ainda situações da temporada anterior, quando disputou sete torneios seguidos. Segundo ele, não era obrigatório, mas a programação impactou o desempenho no começo do ano. Defendeu a ideia de menos torneios com pontos menores, para reduzir a pressão de participação.
Proposta de calendário
O russo sugeriu um formato com quatro Grand Slams e 11 Masters 1000, mantendo outros eventos, desde que não gerassem pontos no ranking. Ainda não há sinal de que a ATP pretenda adotar mudanças desse tipo no curto prazo. As atuais negociações sobre o calendário seguem em curso.
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