- Gilson Kleina, técnico do Palmeiras na reta final de 2012, descreveu a queda à Série B e a meta de vencer nove dos doze jogos restantes.
- Ele afirmou que, após a derrota para o Flamengo em Volta Redonda, houve grande clima de tensão e a equipe foi escoltada de volta a São Paulo.
- Na época, o Palmeiras enfrentava eleições internas, com Paulo Nobre assumindo a presidência e sem possibilidade de contratar por razão eleitoral.
- O elenco estava fragilizado e, segundo Kleina, o lateral-direito Fagner quase vestiu a camisa do Verdão em 2013; ele ficou no Vasco e hoje atua pelo Cruzeiro (com passagem pelo Corinthians).
- Kleina atribuiu a manutenção de Fernando Prass e a campanha de retorno à primeira divisão ao esforço do grupo, que o manteve no clube até maio de 2014; atualmente, aos 57 anos, comanda o Boavista.
O técnico Gilson Kleina, que comandava o Palmeiras na reta final do Campeonato Brasileiro de 2012, relembrou o período que levou o Verdão à sua segunda queda para a Série B. O elenco atravessava crise financeira e política no clube.
Kleina descreveu o desafio de evitar o rebaixamento, cujo objetivo era vencer a maior parte dos jogos faltantes. Na época, o Palmeiras enfrentava tensão externa e interna, agravada por um clima de instabilidade após a saída de Felipão.
O treinador contou que o dia da queda teve um desfecho tenso: o veículo da equipe foi escoltado pelas ruas do Rio de Janeiro até São Paulo, com o trajeto contornado por ruas alternativas devido a bloqueios na cidade. O episódio chamou atenção fora do campo.
Contexto da época e eleição no clube
Na mesma temporada, o Palmeiras passava por eleição interna que resultou na vitória de Paulo Nobre, substituindo Arnaldo Tirone. A mudança institucional coincidiu com o momento de maior dificuldade financeira e de montagem de elenco.
Segundo Kleina, a janela de contratações ficou comprometida pela agenda eleitoral, o que dificultou reforços para o time. O técnico citou o contrato de jogadores como fator limitante para a formação do plantel na campanha derradeira.
O quase reforço: Fagner e o impacto de Prass
Kleina disse que o Palmeiras chegou a negociar com o lateral-direito Fagner, hoje no Cruzeiro, que havia passado pelo Vasco e depois pelo Corinthians. O então goleiro Fernando Prass foi fundamental nesse período, mantendo a escalação com atuação destacada.
A permanência de Prass, conforme o treinador, ajudou a sustentação do time e acabou contribuindo para a reconstrução após a queda. Kleina conduziu o Palmeiras na temporada seguinte, de volta à Série A, e permaneceu até maio de 2014.
Hoje, aos 57 anos, Kleina comanda o Boavista, do Rio de Janeiro, mantendo vivas as memórias daquele ciclo de crise e recuperação do Palmeiras.
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