- Bernardinho comparou tênis e vôlei e destacou a importância do diálogo interno no tênis versus o aspecto coletivo do vôlei.
- A entrevista foi dada ao podcast New Balls Please, durante o ATP 500 no Jockey Club do Rio de Janeiro.
- Ele comentou sobre João Fonseca, o número 1 do Brasil, e disse que o país não aproveitou plenamente a era Gustavo Kuerten.
- Bernardinho lembrou que o tênis é individual, exigindo self-talk, enquanto o vôlei permite dividir tensões em duplas.
- O técnico afirmou que o Brasil precisa aproveitar o fenômeno Fonseca com um projeto consistente, indo além de produzir apenas o ranking número um.
Bernardinho, renomado técnico da seleção brasileira de vôlei, concedeu entrevista durante o Rio Open, no Jockey Club, em meio ao ATP 500. Em participação no podcast New Balls Please, ele falou sobre tênis, o desempenho de João Fonseca e referências nacionais no esporte. A conversa foi divulgada na terça-feira.
O treinador destacou a afinidade com o tênis, esporte que pratica desde jovem, e citou nomes que o inspiraram, como Thomaz Koch, Carlos Alberto Kirmayr e Gustavo Kuerten, o único brasileiro a liderar o ranking mundial masculino. Ele revelou o aprendizado a partir de livros sobre o tema.
Sobre João Fonseca, Bernardinho elogiou o jovem que vem ganhando destaque no tênis brasileiro. Disse confiar na popularidade e no potencial do atleta para pavimentar um caminho sólido, desde que haja planejamento e consistência no desenvolvimento.
Bernardinho também comentou a diferença entre tênis individual e vôlei coletivo. Afirmou que, no tênis, a motivação precisa nascer de dentro, enquanto no vôlei há a possibilidade de dividir tensões em dupla. A visão é de que a chama precisa existir por motivos internos.
No Rio Open, o técnico reforçou a importância de transformar o talento de alto nível em um movimento estruturado. Questionou por que o país não produz resultados consistentes, citando a Argentina como referência de produção contínua de atletas de alto rendimento.
O episódio reiterou a visão de que não basta ter o número 1; é essencial manter produção estável e sustentável no cenário esportivo brasileiro. Bernardinho encerrou ressaltando a dimensão do evento e a oportunidade de ampliar o interesse pelo tênis no país.
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